Receita de rolo de carne com batatinhas
O Alfaiate - Nazaré
Cuidado! Pode conter vestígios...
Eu até entendo que numa mesma fábrica se façam bolachas de manteiga e bolachas de amendoim, mas qual é a probabilidade do amendoim saltar de uma linha de produção para a outra? Essa probabilidade existe, sequer? Estarão assim tão próximas??
Outra hipótese é os tipos que trabalham em ambas as linhas serem os mesmos, o que aí já mete ao barulho questões de higiene. Então o tipo cheio de amendoins nas mãos vai-se pôr a mexer a massa dos biscoitos de manteiga? Assim, sem sequer trocar de luvas?
Será que estes tipos usam luvas????
Há dias comprei broas de noz. Naturalmente, têm noz. Mas pelos vistos, não só:
"Pode conter vestígios de outros frutos de casca rija"??? Mas tipo quê? O coco é um fruto de casca rija, a melancia também... há a possibilidade, remota que seja, de haver vestígios de melancia nos meus bolos de noz se a fábrica das broas de noz também fizer gomas de melancia?
Percebo a preocupação com os alergéneos e os problemas em tribunal que ficam salvaguardados, mas não era preferível acabar de vez com a badalhoquice nas linhas de produção?
Os bifes da Vilafranquense
Desde o molho de mostarda ao molho de cerveja, passando pelo de camarão e o de queijo da serra (!!!) ou ainda pelo de cogumelos ou o de alho fresco, descobriu-se ali a pólvora em matéria de bifes e pouca gente sabe. Desconfio mesmo que nem eles sabem o que ali têm! O preço é irrisório; com sete euros come-se um bife do tamanho do prato de barro com um dos molhos referidos acima, mais batatinhas fritas, pão para o molho, bebida e café... que mais se pode pedir?
Apetecia-me dizer aos senhores: acreditem em mim, que eu como em todo o lado, a toda a hora, e estes bifes que vocês aqui têm, bem explorados, eram uma mina de ouro! Esqueçam o resto, dediquem-se só a isto, mudem de nome, façam a publicidade certa e fiquem ricos, porque estes bifes merecem ser provados por toda a gente...
Sempre que vou a Vila Franca tenho que almoçar na Vilafranquense pelo menos uma vez. E só não vou sempre porque parece mal... e porque quem normalmente me acompanha não pode passar a vida a comer bifes porque tem dietas a respeitar!
A aletria da minha Avó
E não é que está à altura? Posso-me gabar de ter em casa uma super-cozinheira que mesmo num estado em que os braços parecem já não chegar à banca (39 semanas de gravidez, não é fácil...) consegue diariamente pequenos milagres na cozinha!
Obrigado meu amor... uma delícia!!!
:slow
O conceito é recente: Confecção da carne a baixa temperatura durante um longo período, o que permite obter um sabor mais intenso e suculento, comida "que se desfaz" e que é o mais saborosa possível. Os donos são os mesmos das cadeias H3 e da Empadaria do Avillez e a avaliar pela qualidade da refeição e pelo baixo preço, o :slow pode muito bem vir a ter ainda mais sucesso que o próprio H3.
Já existia no Colombo e nas Amoreiras, recentemente veio para o Norte e instalou-se no Norteshopping e no Marshopping. Pouco adeptos de refeições em shoppings, nós nunca tínhamos provado.
Sem gastar mais de oito euros por pessoa, dá direito a uma refeição realmente agradável com bebida (a limonada de frutos silvestres é excelente) e sobremesa (apenas uma, e também aprovada: Pavlova de Frutos Silvestres). Em nenhum momento temos a ideia de que se trata de fast food - a carne é bem mais saborosa do que em muitos restaurantes da cidade e os acompanhamentos são de qualidade.
É como dizia: São raras as vezes em que jantamos no shopping. Mas passámos a ter um restaurante de eleição para quando for preciso!
A crise e a restauração
Ontem ao almoço, em Mirandela, a "alheira tradicional" estava indescritível de tão má. Isto num restaurante que, dizem os locais, "até se come bem e o senhor é simpático".
É cada vez mais frequente e torna-se preocupante para quem, como nós, é obrigado a comer fora, muitas vezes em sítios que não conhecemos bem. Têm fechado muitas casas por todo o país e nota-se que cada vez mais há dois tipos de restaurantes:
1) Os bons, que agora são quase de luxo, nos quais se paga sem grande esforço uns 20 euros por pessoa e onde se come sempre bem;
2) Os baratos, que servem diárias. Nestes é garantido que ao almoço a refeição não passa do razoável mas é barata - o pior é ao jantar. Ao jantar cada vez há menos clientes, e como estes restaurantes vão vivendo principalmente dos almoços fazem preços ridículos ao jantar porque aí não há prato do dia. E a qualidade, essa, fica só para os tais clientes habituais, que os desconhecidos comem qualquer coisa. Acredito mesmo que se não tivessem um horário afixado muitos destes restaurantes fechavam depois dos almoços para só voltar a abrir no dia seguinte. E assim sobravam para o jantar de turistas apenas os tais restaurantes "de luxo".
Sim, é compreensível que cada um tente sobreviver como pode, e entre o cliente habitual e o de passagem é natural que se dê preferência a quem dá mais garantias de voltar. Mas será que já chegámos ao ponto em que se tem que escolher entre um e outro, fechando os olhos aos valores mais básicos associados à profissão e à obrigação moral de bem servir qualquer cliente? A verdade é que o comportamento é socialmente condenável e revela uma total falta de profissionalismo. Mas será que nesta fase é este caminho ou fechar as portas de vez?
A Tasquinha dos Sabores
Mas é o caso da Tasquinha dos Sabores. Fica ali num cantinho da Rua das Condominhas, e passa quase despercebida ao transeunte. Uma vez lá dentro, no entanto, os aromas que nos chegam da cozinha não enganam: Sabemos que se vai comer bem.
A ementa está descrita num grande quadro na parede, e a toda a volta se podem ver pequenos "post-its" coloridos de clientes de passagem, miúdos e graúdos, a relatar a experiência em duas linhas.
A ementa engloba não só aqueles petiscos que conhecemos (pimentos Padrón, pataniscas com arroz de feijão, chouriço assado, cogumelos salteados com bacon,...) mas também outros não tão tradicionais como o crepe de alheira, queijinho no forno com azeite ou chamuças de morcela com puré de maçã. Tudo isto acompanha com uma de três sangrias possíveis ou mesmo com uma caipirinha gigante e absolutamente fabulosa!
Nota ainda para a decoração do WC, mais um toque subtil com as paredes totalmente forradas de páginas do Blitz.
A Tasquinha é daqueles locais que todos deviam visitar, pelo menos uma vez... Principalmente os amantes de petiscos. Mas quem não é???
A Feira está mesmo aí à porta.
Mais uma feira... e mais um super-spot promocional criado pelo Sótão de Histórias com a colaboração da malta do CEB-TT de Montalegre:
Esperamos a vossa visita, não faltem!
Uma péssima escolha
E de todas as frases infelizes que se podem escolher para colocar na parede de um restaurante, esta é talvez a mais infeliz.
Porque podiam ser coisas da minha cabeça, e do alto da minha ignorância, ainda fui tentar perceber o que é, afinal, uma pichorra. O google respondeu o seguinte:
Piorou, e de que maneira. Provavelmente a ideia seria um cântaro ou um bule, mas... Enfim, mantenho: Com todo o respeito que o Miguel Torga merece... havia tantas frases tão boas para colocar na parede do restaurante!!!
Criminosos!
E não, não é mais um daqueles rumores da carne de rato e da falta de higiene, das calorias e das condições de trabalho, nada disso. Eu sou pro-McDonalds e não tenho problema nenhum em assumir... e acho que isso são tudo parvoíces e campanhas de invejosos.
Mas este último McFlurry M&Ms Intenso é um verdadeiro atentado. Não há outra forma de o dizer. Então não é que os meninos, não satisfeitos com aqueles pedaços de M&Ms que já punham no McFlurry misturados com aquela nata fresquinha, decidiram agora enfiar uma mão-cheia de M&Ms INTEIROS e GIGANTES lá no meio???
A verdade é que foi uma ideia de génio. Um upgrade daqueles que valem mesmo a pena - é o gelado do momento!!!
Alguém é servido?
Melhor convite é impossível.
...e a da nossa artista!
... o que falta para vos convencer? Próximo fim-de-semana, Feira do Fumeiro em Montalegre!!!
Lama's Temple - Matosinhos
Regressando ao capítulo das Gastronomias, hoje venho falar-vos da mais recente pérola da restauração em Matosinhos.Como clientes habituais do La Mafia, aproveitámos uma bela noite de Domingo para mais uma refeição da qualidade a que este espaço já nos havia habituado. Qual não é o espanto quando reparamos que... em poucos dias o espaço tinha fechado e já estava em funcionamento o novíssimo restaurante : Lama's Temple.
Esfomeados mas um pouco desconfiados, espreitámos a ementa na diagonal e fomos imediatamente abordados pelo simpático empregado Jorge, que se apressou a explicar o conceito:
"O Lama's Temple não é um restaurante chinês ou japonês. A ideia é a fusão da cozinha tradicional portuguesa, de pratos "conhecidos", com um toque oriental que lhes confere um sabor totalmente novo. Também há pratos exclusivamente portugueses e exclusivamente orientais, mas o ponto que marca realmente a diferença no Lama's Temple é a mistura de sabores".
E
spicaçados pela curiosidade e pelos estômagos vazios, avançámos para a experiência.O espaço (que já conhecíamos, embora com uma decoração diferente) é amplo, iluminado, óptimo. E o empregado foi de uma eficácia e simpatia a toda a prova durante a refeição.
As entradas... uma delícia. Desde as espetadinhas de frango ao sashimi de salmão (o melhor que já provei), ambas passaram no teste com distinção. Quanto ao prato principal, e como a ideia era testar o tal conceito, apostámos em duas variantes do lombo de boi: À Lama's e Picante. E o resultado é uma explosão de sabores. É uma experiência realmente diferente, o sabor tradicional e rústico da carne com o toque exótico das especiarias, dos legumes, dos temperos. Nota posit
iva ainda para as quantidades, pois as doses são muito bem servidas.Despedimo-nos com a promessa de regressar brevemente, sendo brindados uma vez mais com a simpatia de todos os que trabalham no Lama's Temple.
É um conselho de amigo: Se procuram algo diferente, original e saboroso, experimentem - não se vão arrepender...
Os cachorrinhos da Batalha


As recentes estatísticas do blog deixaram-me um pouco reticente em relação à secção “Gastronomias”. Em primeiro lugar porque há determinados restaurantes que, como me fizeram ver, são pequenos pedaços de paraíso que poucos conhecem, e que ficam melhor assim – segredos bem guardados. Depois, porque a avaliar pelo número de visualizações a esses textos do blog, há muito boa gente a ganhar clientes e dinheiro com os meus textos e eu não vejo um cêntimo. Não me parece justo. Alguém sabe como posso fazer para me tornar um “freelancer” da crítica gastronómica? Assim valia bem a pena... nem precisava de receber, bastava que me oferecessem a refeição!
Neste sentido, tenho vindo a reduzir consideravelmente o número de “textos gastronómicos”.
No entanto, há um que tem que ser falado: A Cervejaria Gazela na Batalha, Porto.
São os melhores cachorros do Mundo, faça-se justiça. Cortados aos bocadinhos, com pão tostado, molho bem picante... são mesmo uma delícia ao nível dos melhores petiscos da História! A fila normalmente é extensa, mas o serviço é rápido e eficaz. Mais palavras para quê?
Cervejaria Gazela
Praça da Batalha, Porto (Ao lado do Teatro S. João)

























