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O sonho americano


De vez em quando tenho muito para dizer, e é aí que me lembro que costumava ter um blog para escritas mais longas. E agora vem mesmo a calhar!

Já passaram algumas semanas, é verdade. Mas se há algo que eu não sou é mal agradecido. E este assunto não podia ser tratado com apenas um "obrigado", precisava de o fazer com o tempo e a preparação que merece...

Sim, é sobre a viagem aos Estados Unidos! Finalmente!!

Em primeiro lugar, quero agradecer a todos os que nos desejaram boa sorte para a viagem ao outro lado do Atlântico. Foi incrível a reação de todos, tanta gente a desejar-nos boa sorte e a dizer que merecíamos, ficámos mesmo surpreendidos com a honestidade e com a maneira como ficaram felizes por nós. Agradeço a cada um. Muito obrigado!

A viagem. A viagem fica um pouco difícil de descrever. A esta distância já parece que foi tudo um sonho, e no entanto quando lá estávamos parecia que era a nossa casa e que conhecíamos aquelas pessoas desde sempre. Acho que não é possível tratar melhor alguém do que como nos trataram lá. A nossa nova família americana foi de uma simpatia e disponibilidade extraordinárias. O grande, enorme José Monteiro, uma pessoa que tão poucos conhecem em Montalegre e que tem um coração do tamanho do Mundo! A nossa querida Janina e as meninas, o cão Max, o gato Nacho ... foi a nossa casa, a nossa família! Nunca poderemos retribuir tudo o que fizeram por nós.

Mas não foi só a família. A quantidade e qualidade de amigos que fizemos por lá, o maior, Victor Santos! E a queridíssima Maritza, claro, a Ana Costa e o seu fantástico Paulo Costa, o Zé Marinheiro e esposa, o Pascoal, o Neves! O nosso amigo Antero que nos raptou para um dia só com ele e um tour completo pela Big Apple... A magia que tem esta gente, que ao segundo dia já nos sentíamos todos amigos de 20 anos... já temos saudades!!!

No aspeto musical, foi tudo tão bom. Desde o primeiro concerto, carregados de jet lag, àquele incrível na Casa de Trás-os-Montes de Newark, passando por tantos outros sempre com um fantástico publico português (e outros, emprestados) que nos tratou como verdadeiras vedetas.

E ainda conseguimos ter tempo para rever/conhecer a nossa família que vive mais afastada!

No meio de tudo isto, claro, há a visita a uma das maiores e mais portentosas cidades do Mundo. E New York é realmente mágica, tudo o que sempre sonhei. Adorei todos os detalhes da cidade, em especial a Grand Central Station que deixa qualquer um sem ar. 

Acabámos por não ver um espetáculo na Broadway e ficaram a faltar alguns detalhes, porque tínhamos horários para cumprir e as noites eram para trabalhar! Talvez um dia voltemos para cumprir o que falta, quem sabe?

Acima de tudo, e como já perceberam, foi uma experiência de valor incalculável e pela qual estaremos eternamente gratos ao amigo José Monteiro, que nem sequer nos conhecia e confiou em nós a 100%. Já não há pessoas assim. Muito e muito obrigado!!!








O pequeno fenómeno e o histórico infeliz

Mesmo quem não percebe muito de futebol já percebeu que algo de estranho se passa na Liga Inglesa este ano. O Leicester City está nas bocas do Mundo, pois a quatro jogos do final do campeonato tem 5 pontos de avanço sobre o Tottenham e prepara-se para uma vitória inédita e histórica.


Este Leicester tinha, no início do campeonato, uma probabilidade de 5000 para 1 de ser campeão. Para termos noção do que isto significa, note-se que a probabilidade de se confirmar a vida noutros planetas em 2017 é de 100 para 1.

Será um "case study" durante muitos anos, parece-me. Significa muito para o futebol uma vitória destas, à base do trabalho de equipa, do esforço, da dedicação, e tudo isto é algo a que os amantes do futebol não podem ficar indiferentes.

Em boa verdade, neste momento praticamente todo o Mundo pretende ver o Leicester campeão. Todos... menos os agentes das casas de apostas e os adeptos do Tottenham, claro!

Para mim é um sentimento misto. É demasiado grande o feito deste pequeno Leicester, e realmente merece ser feliz no final da época. Infelizmente, sou há vários anos adepto do Tottenham e tenho mesmo pena que isto vá acontecer no melhor ano da história da equipa de Londres desde 60/61, a última vez em que foram campeões. Este ano, que foram (finalmente!) superiores aos Manchesters, ao Arsenal, ao Chelsea, ao Liverpool... aparece do nada um pequeno Leicester ainda melhor. Nem parece justo!

Mas é por isto que amamos o futebol...

Ainda o casamento do ano

Vem com um pequeno atraso mas não podia deixar de comentar o casamento do ano. O empresário Jorge Mendes casou e ao casamento vieram, naturalmente, convidados de luxo de todo o Mundo.

Durante uns dias falou-se de tudo: Do dinheiro que se gastou no casamento, dos carros dos convidados, do vestido da noiva e até do corpo da mesma. Chegámos mesmo a ser presenteados com uma opinião ridícula e insultuosa de um tal de Ricardo Tavares da CMtv sobre o aspecto físico da esposa de Jorge Mendes (assunto que deverá chegar a Tribunal logo que Mendes volte de lua-de-mel, prevejo eu...).

Falou-se ainda que o convite foi enviado por e-mail para os convidados, como que a insinuar que também assim se pouparam uns euros.

O que praticamente todos se esqueceram de referir foi o conteúdo do convite que, sinceramente, me parece o verdadeiro motivo de interesse em toda esta história:



Muitos dirão que Jorge Mendes não faz mais que a sua obrigação, dado que está mega-rico. Mas a verdade é que não tinha que o fazer. E o gesto fica-lhe bem, principalmente tendo em conta as prováveis prendas de convidados tão luxuosos.

Foi para mim uma das melhores jogadas de sempre do empresário. Um bem-haja para ele.

Os nossos craques!

Começo a escrever aos 70 minutos de jogo, ainda não se sabe se seremos campeões europeus de sub-21. Mas o resultado final não vai alterar a minha opinião.

O que mais me surpreendeu nesta selecção foi a maturidade. Em todos os jogos deste Europeu assistimos a uma equipa coesa, inteligente, equilibrada, madura. Para além disto, uma selecção muito consciente das suas capacidades e limitações. Jogo a jogo fomos crescendo, acreditando, melhorando. Deixámos para trás Inglaterra, Itália, Alemanha. Há obviamente muito mérito do treinador Rui Jorge, ele que até foi alvo de uma mini-revolta por não ter convocado a vedeta Bruma. Sabe o que faz, é competente e a prova disso mesmo é a qualidade desta Selecção.

Jogámos contra esta Suécia há dias, empatámos, mas a sensação clara que ficou foi a de que somos melhores. Agora, aos 76 minutos da final contra a mesma Suécia, já mostrámos que queremos mais este troféu, que queremos jogar, marcar, ganhar. O adversário não joga tanto, é mais cerebral e defensivo, e até por isso acredito que a nossa Selecção tenha já entusiasmado essa Europa e que um pouco por toda a parte os adeptos de futebol estejam connosco, com os que jogam bem, dão espectáculo, mostram que querem mesmo vencer.

Os deuses da bola podem não querer nada connosco hoje. Mas o melhor futebol, neste Europeu, é o nosso.

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120 minutos... E os deuses da bola não quiseram mesmo nada connosco. Os mesmos penalties que há algumas semanas destruiram os sonhos dos mais novos no Mundial de sub-20 acabaram por roubar também este troféu aos nossos sub-21. Foi muito injusto. Parabéns a todos pelo incrível percurso!!

Um dia acaba-se de vez com esta injustiça dos penalties e dá-se os prémios a quem jogou melhor, como se faz no boxe, por exemplo. Um dia...

Assim ganharam o Britain's Got Talent.

E digam lá se não é merecido? Que espectáculo... e que trabalheira deve ter sido!!

Poupar no cabaz

Hoje chamo a atenção para a nova campanha da DECO porque me parece bem interessante.

Um leilão invertido entre as várias cadeias de supermercados, no dia 2 de Junho, para eleger quem oferece os maiores descontos em 35 tipos de produtos com um preço baixo e fixo, durante 12 meses, para todos os inscritos na campanha.

É mais uma iniciativa louvável da DECO no interesse de todos e sempre a pensar nos orçamentos familiares. Os associados da DECO estão automaticamente inscritos, mas todos podem participar até 31 de Maio nesta página. Participem!


The Walking Dead (Finalmente!)

Olho para o historial do blog e vejo que nunca me pronunciei devidamente aqui sobre The Walking Dead. Surpreendente, tendo em conta que é para mim uma das melhores séries de sempre, mas também explicável em parte pela falta de adjectivos para caracterizar a série. Quando uma série nos prende durante cinco anos (e os que aí vêm...) e nos acompanha durante tanto tempo, passa a fazer um pouco parte de nós. Foi assim com o Lost, com o How I Met Your Mother e com o Breaking Bad, tem sido assim também com o Game of Thrones. Tudo séries sobre as quais já falei aqui.

E porque é que The Walking Dead é tão especial, afinal? Na falta de adjectivos, dei-me ao trabalho de traduzir a carta de amor que o actor Nathan Fillion (Castle), fã incondicional, enviou à produção do programa. Porque está lá tudo e não é preciso acrescentar nem mais uma vírgula...

Se estiverem à procura de uma crítica ao último episódio, vão ficar decepcionados. Não há boatos sobre "O que acham que este personagem vai fazer?", aqui. Esta é uma carta de amor.

Vamos falar de entretenimento. Às vezes vejo televisão pela fuga, e outras vezes pela viagem. A diferença está em perceber se este programa me está apenas a distrair ou se consegue suspender a descrença e transportar-me para um plano de "e se...?". É certo que não vou ver uma série na próxima semana se não me interessa o que vai acontecer a seguir . Dêem-me uma história que faça perguntar a mim mesmo o que eu faria na mesma situação. Deixem-me preocupar-me com os personagens que conheci, vê-los aprender e crescer ou estagnar e falhar. Deixem-me odiá-los, deixem que eles me decepcionem. Deixem-me vê-los a fazer escolhas moldados pelas experiências.

Quando fico realmente interessado num programa, transcende a experiência daquela observação típica em casa, sozinho. Quero compartilhar  a experiência, reunir os meus amigos. Compro bebidas e comida, às vezes até relacionadas com o tema do programa. Torna-se um evento. Deleitamo-nos com a emoção de ter esperado toda a semana, conversando sobre as partes que nos emocionaram, prevendo o que vai acontecer a seguir e porque é que pensamos assim. Trago para este rebanho novas pessoas que nunca viram o programa, e vejo a emoção crescer dentro deles apenas por estarem rodeados por outros que já são viciados. Reunimo-nos em frente à TV e baixamos as luzes. Toda a gente se põe numa posição confortável, fazemos aqueles comentários e piadas de última hora, e então silêncio. O show começa. A espera acabou. A semana inteira passada a falar sobre o último episódio acabou. A antecipação é saciada. A viagem continua.

Nos intervalos comentamos o que se passou, ofegantes, uns concordam outros não, isso não importa. O que importa é que estamos a ser manipulados para sentir. As emoções estão brotando do nada - nada mais que uma história bem trabalhada.

Obrigado, Walking Dead. Obrigado por suportarem o calor em Atlanta. Obrigado pelo sacrifício de se deslocarem a partir das vossas casas. Obrigado, elenco e equipa, escritores e produtores, fundição e fantasias. Obrigado, maquilhagem e departamentos de cabelo, médicos assistentes e todos os artistas que fazem de zombies. A todos vocês, obrigado.

Para aqueles que ainda não viram The Walking Dead, vocês não têm que estar interessados no apocalipse. Não precisam de desfrutar perguntando-se como iriam sobreviver se a sociedade, comércio, infra-estrutura, civilização no geral parou. Vocês nem têm que gostar de pensar sobre as melhores defesas contra os zombies para desfrutar de boas histórias ...

...mas ajuda.

Sobre o corrector ortográfico...

... tinha dito que a partir de agora no blog se ia escrever pelo novo acordo porque me parecia que finalmente o blogger tinha aderido ao novo acordo e me garantia um corrector ortográfico em condições.

Afinal, parece que para o blogger o novo acordo ortográfico é passar a escrever em brasileiro. Não, obrigado. Assim sendo, por agora vou voltar à escrita antiga.

É verdade que, sinceramente e com muita pena minha, já me custa um pouco escrever algumas palavras na escrita tradicional. Mas ainda não estou em condições de escrever num novo acordo em que me arrisco a cometer erros ortográficos...

Corte à Tarzan

Hoje fui ao barbeiro em Vila Viçosa. Por nenhum motivo especial, apenas porque precisava de cortar o cabelo há imenso tempo e não tenho estado perto dos barbeiros do costume.

Antes informei-me, claro, onde era o barbeiro. Sugeriram cabeleireiros, daqueles de senhora, autênticos cemitérios de ordenados de tanta e tão boa gente. Não, respondi, que o que quero é mesmo barbeiro de navalha em punho, menos de dez euros, que o meu cabelo (convenhamos) não é propriamente o mais complexo de cortar. Ah, então é o Tarzan. Fica ali mesmo ao fundo daquela rua estreita, em frente à Casa do Benfica. É lá que os homens todos de Vila Viçosa cortam o cabelo.

"Tarzan". Lá fui eu ao "Tarzan" para ele me cortar o cabelo.

À chegada deu aquela sensação estranha de estar a entrar em casa de alguém: Uma sala grande, apenas com uma cadeira de barbeiro e espelho, com dois grandes sofás de três lugares e dois cadeirões. Neles se refastelavam, alentejanamente, quatro senhores. Nem TV, nem rádio, nem sequer luzes. Apenas conversa animada que só pausou para responder ao meu tímido "boa tarde". Na parede, o tradicional calendário da mulher nua, um símbolo discreto do Benfica em xisto e pouco mais.

Às tantas um deles levanta-se, acende a luz e decide finalmente identificar-se como o barbeiro, mandando-me sentar na cadeira. Tudo muito calmo, sem pressas, enquanto a conversa continuava. Olhei para o relógio - 18:08. Deixa cá ver quanto tempo demora isto.

"Aquele velhe filhe dum cabrão ainda lh'ofereci duas lambadas nes cornes! Armade em campeão, eu partia-o todo!" Era por causa de um terreno, ou de um veículo, não sei bem. O homem estava exaltado, mas só na voz. Porque o corpo indicava exatamente o contrário - se não lhe visse a cara diria que estava a dormir. Quanto aos outros, deveriam estar mesmo. Todos davam a impressão de passarem naqueles sofás a maior parte do dia.

Entretido na análise, nem me apercebi do corte terminado. Cinco euros, amigo. Que maravilha, não sabia que ainda se pagava cinco euros por um corte de cabelo no século XXI.

À saída, olhei para o relógio - 18:23. Como foi possível?? Sou sempre surpreendido por este estilo falso lento dos alentejanos. Foi o corte de cabelo mais barato, mais rápido e mais agradável dos últimos anos.

Obrigado, Tarzan!

O outro Mundial do Brasil

A loucura do Mundial está definitivamente instalada. Começa hoje, daqui a pouco, e está tudo a postos!

Mas antes de começar, sugiro que todos vejam este pequeno vídeo do comediante John Oliver que expõe de forma clara, objectiva e muito divertida tudo o que está por trás do tal  fabuloso, brilhante, mágico Campeonato do Mundo de Futebol. Vale mesmo a pena ver...!

33 - O Campeão voltou!

O dia foi longo. Depois de todas as emoções no estádio, dos cânticos, dos abraços, ainda fomos ao Marquês em clima de festa. O vulcão vermelho em plena erupção, os festejos de um título anunciado mas sempre bem disputado, com o profissionalismo e a categoria de verdadeiros campeões. Uma vitória justíssima.

Por fim, exaustos, não podíamos deixar de passar ainda na maior Casa Não Oficial do Benfica do país para os últimos abraços do dia. O piano pedia só mais um cântico pelo nosso Benfica, e mesmo com as gargantas roucas e as vozes cansadas, sabíamos que ainda nos faltava cantar esta.

Pelo nosso Benfica, por esta alegre loucura que nos move. Campeões!!!





E agora???

É Domingo.
Acordas tarde, dormiste tudo o que merecias e mais ainda.
Ao acordares, ela chega com o tabuleiro do pequeno-almoço. Sim, ela trouxe-te o pequeno-almoço à cama, mesmo sendo ela que está grávida de 7 meses.
Está sol, está um dia bom.
Apercebes-te de que ela quer sair de casa, mesmo sem destino específico.
Daqui a uma hora joga-se o Liverpool-City, jogo do título em Inglaterra. Basicamente o jogo do ano, aquele tipo de jogos que te levaram a adquirir a BenficaTV e a pagar 9,99 por mês.
Já andas a pensar em ver este jogo no sofá há uns dias.

O que fazes???


A primeira vez do Vasco

Foi o primeiro contacto com o fantástico ambiente da Catedral, e logo numa grande vitória!

Ele esteve muito activo e também deu os seus pontapés, mas não marcou nenhum golo. Fica para a próxima, certamente...

(Benfica 4 -Rio Ave 0, 07-04-2014)

E também acabou esta...


É sempre complicado quando uma série chega ao fim. Principalmente quando se trata de séries que nos acompanharam durante muitos anos, e no caso desta foram uns oito anos. Oito! Fazem parte da nossa vida, e há personagens que certamente nunca vamos esquecer, porque acabam por nos marcar de uma maneira ou de outra.

O que é certo é que HIMYM terminou mesmo e deixa saudades. Apesar de uma última temporada que já não se justificava, de um certo "relaxamento de escrita" na fase final, o último episódio é para mim um dos melhores de sempre e é um bom culminar de uma grande viagem.

Parabéns aos criadores, e muito obrigado. Valeu a pena!

Para nós, foi assim.

Há vários dias que ando a pensar no que queria escrever no seguimento da tragédia do Meco, que despoletou imediatamente as reacções do costume dos anti-praxe. Alguns ainda afiam as facas, outros já vão dizendo as maiores barbaridades sobre um caso que, estando ainda em segredo de justiça, não tem ainda quase nada de concreto.

Mas neste caso a Adriana facilitou-me a vida. A Adriana foi praxada comigo em 97/98, praxou ao meu lado em 99/00 e passou por tudo o que eu passei. A diferença é que ela conseguiu pôr tudo em palavras, num desbafo no facebook que surge como reacção a uma notícia do telejornal e com o único objectivo de  passar a palavra sobre o que a praxe foi para ela.

E é assim, sem discussões, sem argumentos. Cada um tem a sua história. Esta foi a dela, a nossa:

"Não sou anti-praxe.
Quando bem preparada, é uma forma gira e engraçada de quebrar o gelo e conhecer o espaço onde nos movimentaremos por um par de anos.


Tenho memórias vivas desses tempos, de ser "caçada" com o pacato Américo nos corredores do CPI e conduzida via Sr. Mota ao "aeroporto" onde já se disputava uma peculiar partida de futebol entre as meninas das Taipas e o Rodinhas. Lembro-me de "instituições" dessa época: Do Aurora, e do seu sistema de marcação de afilhadas, do Cardeal maluco por Educação Física que nos dava umas aulas puxadinhas, Do Tomates, do Besaina, do Felismino R., da Caloiraça, do Rotundas e do Carneiro, de andar às cavalitas e carrinho com o Delga e dos treinos militares com os pneus. Da 1ª vez que estive com a Eduarda e da preocupação dela com o ouro que estava a usar e não queria tirar, da Veronique, da Linda, da Pina, da Raquel, da risonha menina de Cambeses, da Marta e dos 1ºs tempos de idas e vindas de comboio, da Ana Beatriz, do Álvaro e do Agostinho que não gostava de ler... Daqueles seres estranhos que não eram do 2º ano e nos observavam do topo das escadas, os transferidos, o Paulo, o Pedro , o Nelito e os muito meus Ana Paula e Jorge que em conjunto com o mano Márcio da Madeira foram a minha espinha dorsal ao longo do curso.


Lembro-me também de algumas praxes, a encenação do Big Show Sic com o macaco Adriano, o Beijo com o acetato, os sapatos em cima das árvores, a roupa do avesso, o salto para a fonte, o relógio, o Hino de Curso e demais cânticos, as guerras!


Nunca gostei muito da linguagem vernácula... de estar de 4 ou olhar para o chão, das pinturas... Mas, pessoalmente, nunca me senti humilhada nem obrigada a nada.


E quando me lembro desses tempos e de todas as pessoas a meu lado, lembro-me, acima de tudo, da brincadeira e do sentimento de descoberta de um mundo novo... E tenho saudade!"


Obrigado à Adriana, pelas memórias, pelo texto perfeito e por me permitir partilhá-lo. Que saudades!!!

Sobre campeões: Os que foram, os que são e os que querem ser.

Perdemos Eusébio e custou realmente. Uma figura mítica, um ídolo de gerações, um futebolista de topo - mas não só: Eusébio conseguiu, até ao fim e mesmo trabalhando com o Benfica, ser sempre respeitado por todos, mesmo os rivais. Porque também ele, na sua humildade de menino, sempre soube respeitar todos. Até sempre, grande Eusébio!!

Discordo completamente dos que dizem que o Benfica-Porto foi um mau jogo. Na minha opinião o Benfica fez um grande jogo, extremamente competente, o melhor contra este adversário na era Jesus. No estádio, então, foi um prazer observar a geometria defensiva do Benfica. Enzo sempre a fechar as linhas de passe para Lucho, os alas a jogar como interiores muito bem defensivamente,  Lima e Rodrigo como falsos avançados, sendo os primeiros a defender e sempre à espera do ataque rápido. Foi uma vitória justíssima com uma demonstração de superioridade obrigatória a quem quer ser campeão, pelo menos quando joga em casa. E com um guarda-redes a sério na baliza...Finalmente!!!

No dia seguinte, pausa nas críticas à arbitragem para torcermos todos pelo mesmo. E Cristiano venceu! As lágrimas do nosso campeão foram lágrimas de Portugal. Este troféu também é um pouco nosso, dos que SEMPRE te defenderam mesmo quando "só jogavas bem no clube" ou "tinhas a mania". És o melhor jogador do Mundo, mas isso, no fundo, já todos sabiam. Parabéns Cristiano, parabéns Portugal!!!

Quase deixava o ano acabar...

...sem partilhar convosco o momento mais sinistro/ridículo/estranho/patético/(...) da televisão neste Natal.

Foi na gala da TVI. E percebe-se a intenção, sim senhor. Mas tudo tem limites!!!

Este Dezembro foi tão cheio...

...que eu quase nem ao facebook fui, quanto mais ao blog.

Já não fui a tempo de vos desejar um feliz Natal... por isso antes que me esqueça aqui ficam os votos de um excelente 2014, cheio de coisas boas.

A nível pessoal o ano promete, depois de um 2013 agridoce. O casamento foi fantástico, a lua-de-mel também, mas a família perdeu dois elementos que eram muito queridos e sentimos muito a falta de ambos.

A vida, essa, continua. Jesus (o Jorge) parece imortal, ao contrário do seu homónimo, e o Natal este ano trouxe Quaresma. O país continua afundado numa crise também ela sem fim à vista, mas os centros comerciais estão a abarrotar, todos os programas de fim de ano estão esgotados e na Serra da Estrela já não cabe mais ninguém. Faz um pouco de confusão trazer uma criança a um Mundo completamente tresloucado. Mas haja fé!

Feliz 2014!!!