Diga lá outra vez...?

"O Chelsea é uma verdadeira constelação de estrelas". Esta da constelação de estrelas é uma das minhas preferidas. Porque como toda a gente sabe também existem constelações de panados e constelações de macacos. É importante salientar que a constelação é de estrelas para ninguém pensar que é de outra coisa qualquer.

Faz-me lembrar aquela expressão que toda a gente usa sem se aperceber "Tenho um amigo meu". Porque se já tenho o amigo, ele já é meu, não é? Ou "Há dez anos atrás", porque se foi há dez anos a gente já percebeu que foi atrás - ninguém conta uma história que lhe aconteceu daqui a dez anos...

Outra que está na minha lista de favoritos: "Estamos de acordo, isso vai de encontro ao que eu pensava". Não, não estamos de acordo. Se vai "de encontro a" quer dizer que está contra. O correcto é mesmo "(...)isso vai ao encontro do que eu pensava".

São expressões que surgem numa conversa mas raramente na escrita pois ao escrever percebemos logo que algo está errado. Não serão tão importantes como os erros de escrita, claro.. Mas hoje achei curioso lembrar algumas destas expressões por causa da insistência do comentador na tal constelação de estrelas.

Lembram-se de mais alguma deste género?

Estava na hora.

E já lá vão dez dias desde a última vez que fumei um cigarro. Promessa é dívida, e esta decisão tinha vindo a ser preparada desde o início da gravidez. O objectivo inicial era deixar logo que o Vasco nascesse, mas depois ele nasceu e percebi imediatamente que afinal era a pior altura possível...

Agora com o Vasco já crescido (pelo menos já tem mais cabelo que o pai...)  as coisas estão mais estáveis, mais calmas e era a altura certa. Não só pelo Vasco, a minha saúde e a minha carteira também precisavam desta decisão.

Numa consulta em Agosto a médica desafiou-me a escolher uma data e eu decidi: 07/09/2014, só porque sim. Não era uma data especial, passou a ser.


E não tem sido muito difícil, a verdade é essa. Há momentos terríveis, mas passam rapidamente. São momentos mais relacionados com o hábito do que com o vício... segundo a Liga Portuguesa Contra o Cancro, o vício ou dependência da nicotina dura apenas 14 dias e eu acredito. O pior não é isso, claro. O pior são os momentos de sempre a conduzir sozinho, o cigarro depois de uma boa refeição ou do café, as noites de copos, as esperas, os intervalos dos jogos na TV, tudo hábitos que se foram criando ao longo de muitos (demasiados) anos.

A parte difícil de deixar de fumar não é largar o tabaco. É largar todos os hábitos que se criaram com o tabaco. Isso sim, vai durar anos.

É a minha segunda tentativa séria (na primeira aguentei 10 meses!) e a última, porque foi de vez.

Se não estivesse realmente convencido disto, este texto nunca teria existido.

O outro lado da história

Há dias recebi nesta publicação um comentário de um "anónimo" que é um exercício formidável: o outro lado da mesma história. Está tão bem escrito e encaixa tão bem no texto original que merece, ele próprio, a sua publicação! Eu gostei... Aqui está:

"Tinha 23 anos quando o conheceu. E, nessa idade, vibram ainda na pele os romances de primeiras vistas.
Tudo era novo. E como sempre sorria. Sorria para disfarçar a vergonha, sorria porque não sabia o que fazer. E sorria porque era esse o seu jeito.
Era o seu primeiro emprego mas sentiu-se tão bem desde o primeiro dia! De alguma forma logo percebeu que o facto de ter aquela idade lhe assentaria na perfeição no meio daqueles homens maduros. Como poderia não existir um peito disponível para a proteger de tanta vergonha e timidez? E depois havia tanto amor no seu sorriso, uma paixão infinita no brilho do seu olhar... Era impossível que não resultasse.
Claro que não pensou nisso logo no primeiro dia, era tudo tão novo que nem tinha tempo de pensar, nos primeiros dias os momentos de embaraço cansavam-na tanto que chegava a casa e caía como uma pedra.
Mas depressa chegou lá. E era ele. Aquele para quem ela não conseguia parar de olhar. Havia admiração. Tanta que parecia até coisa de outro mundo. E uma vontade enorme de sentir o conforto de estar nos seus braços e fazê-lo despedir aquele ar sério e vê-lo rir no meio de uma brincadeira, vê-lo sorrir no conforto de um carinho. Quis, como nunca, ser de alguém. Pertencer-lhe. Só para o fazer feliz. Uma espécie de desafio, trazê-lo de novo à vida, viver com ele essa paixão que lhe começava a formigar nas entranhas.
E sim, houve uma conversa, um café, vários momentos, vários pretextos, como há sempre, e a história começava a desenhar-se.

Ele era casado e tinha filhos, ela rápido o soube e percebeu que isso era o mais importante da vida dele e por isso admirava-o ainda mais. E o seu desejo não era substituir nada disso na vida dele. Não, ela nunca quereria destruir tal preciosidade. De certa maneira sentia que a magia aconteceria num outro mundo paralelo, que não se cruzaria com este.
Não o queria sempre, não o queria para sempre mas queria estar com ele. O tempo que fosse possível seria o necessário. Sem exigências, apenas pelo prazer das sensações que estarem juntos traria aos dois. Imaginou-o mil vezes, de mil formas na sua cabeça, mesmo antes que acontecesse. E quando aconteceu, não foi melhor nem pior, foi bom. Tão bom, que sentiu algo que nunca tinha sentido. E quis que essa sensação se repetisse.
E repetiu sempre que estiveram juntos. Só os dois, em encontros de tempo contado, como verdadeiros amantes. Ela amava cada segundo que podia desfrutar da presença dele quando estavam a sós. Sentir o corpo dele... O peito dele no dela era das sensações mais incríveis que alguma vez conseguira sentir. Havia paz, segurança, tranquilidade. Sim, ele era isso tudo para ela.
Depois havia sempre aquele momento em que ele tinha de se ir embora e ela sentia-se só, abandonada. Às vezes passava rápido, outras vezes esse momento prolongava-se por lágrimas de noites de sono perdidas... Mas maior parte das vezes não existia nada disso. Ele ia embora e ela continuava feliz. Grata por sentir tudo aquilo, por fazê-lo feliz e por saber que ele saia dali para os braços de quem mais amava neste mundo.
Sim, isso não lhe costumava fazer mossa, ela não sentia essa necessidade de sentir que ele a amava acima de tudo. Bastava-lhe estar com ele e sentir que ele gostava tanto como ela de estar ali. Isso já era perfeito. Porque o haveria de querer dessa maneira egoísta? Tempos depois ele decidiu diferente, mesmo sem que ela alguma vez lho tivesse pedido. E tornara-se só dela.
Na cabeça dela haviam crescido muitos sonhos e expectativas entretanto, e quando isso realmente aconteceu, a verdade é que ela não lamentou o que sabia ser a maior perda da vida dele. Nem foi egoísmo, simplesmente na altura não o pensou dessa maneira.

E a vida poderia até ter sido perfeita para os dois, davam-se bem, dava gosto vê-los juntos, em trocas de cumplicidades sempre sem discussões, felizes! Mas isso só seria possível se não existisse essa coisa do tempo...
O tempo passou. Nem foi preciso muito. Passou por eles. Apanhou-os. E ela percebeu isso esta manhã, quando acordou e o olhou nos olhos, e os seus não raiaram. E aí sim, sentiu por fim um peso enorme de ter roubado aquele homem que agora estaria perdido para sempre… E nem as recordações dos tantos momentos perfeitos que passaram juntos a fizeram serenar.
Levantou-se e saiu. Sabia bem que não haveria nenhum sorriso, nenhum olhar, nenhum carinho seu que pudesse ajudar..."

As próximas vozes?

Desta vez não tenho acompanhado os programas de Domingo à noite porque o tempo não dá para tudo.

No entanto, no passado Domingo verifiquei com alguma surpresa que os dois jovens que eu logo no início apontei como prováveis vencedores do The Voice e do Rising Star estão nas respectivas finais!

Será que eu tenho mesmo um dedo que adivinha e que vou acertar outra vez, como aconteceu com o Berg e com o Filipe Pinto? No Domingo veremos...


O primeiro mês

Um mês de vida. Para ti e para nós, tem tido os seus momentos. Há dias mais complicados que outros, tu a conheceres o Mundo e nós a conhecer-te a ti. É incrível como um qualquer gesto novo teu desconta imediatamente imensas horas de sono perdidas! Já nos conheces, sem dúvida... Reconheces as vozes, os cheiros, os toques. Ao contrário dos teus pais preferes o barulho e a confusão à pacatez solitária no lar. As piores birras, essas, só nós conhecemos, pois em público és um verdadeiro anjinho. Já cresceste tanto desde o primeiro dia, é assustador como o tempo passa... Filho, és muito mais do que aquilo com que poderíamos sequer sonhar. Felicidade suprema!

Fazes um mês, o mais incrível mês das nossas vidas. Parabéns, miúdo!




O dia que mudou a nossa vida

20 de Junho de 2014. A espera terminou finalmente! O Vasco nasceu com 51 cm e 3,760 kg e tudo ganhou um novo sentido.

É daquelas coisas de que todos falam, que nós pensamos já esperar, que é uma sensação única. Os amigos já diziam, nunca sentiste nada assim - mas pensamos sempre que estamos mais ou menos preparados para tudo!

Ninguém nunca está preparado para o momento em que lhe depositam o primeiro filho nos braços. O chão foge-nos dos pés, os braços perdem a força, tudo o resto passa imediatamente a ser relativo... absolutamente incrível. Não há palavras para descrever a melhor sensação do Mundo!

Estamos incrivelmente felizes, e no momento em que escrevo ainda não me sinto completamente consciente de tudo. Apenas de que o pequeno Vasco já deu todo um novo sentido à nossa vida!


O outro Mundial do Brasil

A loucura do Mundial está definitivamente instalada. Começa hoje, daqui a pouco, e está tudo a postos!

Mas antes de começar, sugiro que todos vejam este pequeno vídeo do comediante John Oliver que expõe de forma clara, objectiva e muito divertida tudo o que está por trás do tal  fabuloso, brilhante, mágico Campeonato do Mundo de Futebol. Vale mesmo a pena ver...!

A aletria da minha Avó

Uma bela recordação da Avó Elisa, para matar saudades daquela fantástica aletria que estava sempre à minha espera a cada visita à capital.

E não é que está à altura? Posso-me gabar de ter em casa uma super-cozinheira que mesmo num estado em que os braços parecem já não chegar à banca (39 semanas de gravidez, não é fácil...) consegue diariamente pequenos milagres na cozinha!

Obrigado meu amor... uma delícia!!!