Mais um dia normal na escola.

Está muito mau tempo, chuva e trovoada.

A professora diz que hoje não há recreio, porque o dia está péssimo e os meninos podem-se constipar. Todos ficam tristes.

O Pedro diz que quer e quer e quer, nem que seja sozinho.

A professora diz que não é boa ideia.

O Pedro diz que leva guarda-chuva e vai de qualquer maneira porque não tem medo dos trovões.

A professora deixa o Pedro ir, porque já sabe que quando ele faz birras põe os outros miúdos todos nervosos e estraga o ambiente da escola.

O Henrique, que é o miúdo queixinhas, vai bater a todas as portas da escola e dizer a toda a gente que o Pedro vai lá para fora com esta chuva. Ninguém lhe liga, porque a professora do Pedro é a diretora da escola e ela é que sabe.

O Pedro está no recreio de guarda-chuva, a saltitar nas poças de água e a fazer caretas para os colegas todos que estão de cabeças encostadas ao vidro a observar. "Eu vim para o recreio, vocês não, toma toma toma..."

A professora olha para o céu e pensa nas probabilidades de um trovão cair ali mesmo em cima do Pedro. Mas a matemática nunca foi o seu forte.

Mãe

A vantagem de passar os 40 anos é que a gente deixa de ter paciência para as falsas modéstias e para o politicamente correto. É mais fácil dizer o que realmente se sente sem medo de ser mal interpretado. Hoje faz anos a mãe, e hoje falo abertamente dela sem falsos moralismos.

Há dias fui encontrar a minha mãe toda atrapalhada com o telemóvel. Tinha colocado uma frase no facebook sem colocar a origem da mesma (em mais um episódio daquela relação amor/ódio que os nossos pais têm com as redes sociais), o que levou a que toda a gente interpretasse como um desabafo pessoal. Isto iniciou imediatamente uma onde de carinho e solidariedade, dezenas de pessoas foram deixar uma palavra amiga naquele "desabafo". O problema da minha mãe, que não é de hoje mas de há décadas, é que ela nunca soube lidar com este carinho das pessoas, nunca achou que o merecesse.

Sempre considerei a minha mãe uma pessoa inteligente e por isso nunca percebi que ela achasse estranho receber de volta todo o carinho que sempre deu a todas as pessoas que se cruzaram com ela. Eu e os meus irmãos passamos a vida a brincar com isso, porque se ela se dedica a 100% a todas as pessoas, de todas as idades, em ambiente pessoal ou profissional, estava à espera de quê? Ódio, desprezo, em troca?

"A tua mãe foi a melhor professora que eu tive na vida", vocês fazem alguma ideia de quantas pessoas que ao longo da vida me disseram isto? Imaginam o que é ser filho da professora Maria João? A herança é pesada e passamos uma vida a tentar estar ao nível da nossa mãe aos olhos das pessoas. Batalha perdida à partida, obviamente.

Tenho para mim que o segredo desta professora foi ter percebido bem cedo que as crianças e jovens, de todas as idades, gostam de ser tratados como gente. É tão simples como isto. Dando a cada criança a devida importância, a devida responsabilidade, ela foi ganhando o respeito dos alunos e com ele o respeito dos pais dos alunos. Assim se conquista uma comunidade sem querer, tendo apenas o objetivo de fazer o seu trabalho da melhor maneira possível.

É óbvio que ninguém pode agradar a toda a gente, nem mesmo a pessoa incrível que a minha mãe sempre foi. Na vida seremos sempre mal interpretados por alguém, e todos nós também cometemos os nossos erros. Mas eu acho honestamente que para a grande maioria das pessoas de Montalegre a minha mãe está no top 10 de melhores pessoas de Montalegre.

E embora lhe custe (tanto!) admiti-lo, ela sabe que as pessoas gostam dela. E sabe bem que o merece, porque passou uma vida a fazer as coisas bem feitas.

Hoje faz 65 anos, diz que atingiu a terceira idade. É só um número, como qualquer outro. Que festeje muitos, porque somos todos um bocadinho mais felizes quando ela está por perto.

O vírus.

Sabem o que é que me tem preocupado muito nos últimos dias? O peso extra que ganhei depois da operação ao joelho. Estou com quilos a mais que ainda não consegui recuperar e, como todos sabem, o COVID-19 ataca primeiro os gordos.

Também estou preocupado com aquela vizinha do meu primo que anda a trair o marido com o Personal Trainer, porque se há gente que não escapa ao vírus são os adúlteros.

Isto para não falar naquela lá do emprego do meu amigo que de certeza que vai para a cama com o patrão para ter chegado onde chegou. Essas ordinárias são um petisco para o Coronavirus.

E o outro que construiu uma casa e tem um Porsche mas deve dinheiro a toda a gente? Malta com dívidas e ostentação já se sabe, é Corona garantido.

Isto vai passar. Mais cedo ou mais tarde vai passar. Mas que saibamos retirar desta situação improvável as devidas lições. Que se perceba de uma vez por todas que viver a nossa vida já é tarefa suficiente e não precisamos de estar constantemente a querer viver a dos outros. Quando chegar a nossa hora, seja quando for, não vai interessar a idade, a cor, a religião, o estado civil, o peso ou o estado de espírito.

Que no regresso à normalidade saibamos regressar por um caminho melhor.

Uma história triste.

Não nasci com dotes especiais para o futebol nem nunca tive, infelizmente, formação ou treino adequado. Na verdade, em miúdo o futebol não me interessava. No recreio gostava mais de jogar à apanhada, escondidas ou elástico com as meninas do que de andar com os rapazes a correr atrás da bola num descampado. Assim, comecei a jogar muito tarde, aos 16 (!!!) anos pela equipa da minha turma no Restelo, em Lisboa. Era um craque nessa equipa, pois todos os outros eram jogadores de rugby e muito pouco dotados para o futebol. Sempre soube, evidentemente, das minhas limitações e que sou banalíssimo a jogar futebol. Mas a vontade e o prazer a jogar...ah, isso nunca ninguém me pôde tirar.

Atualmente jogo futebol uma vez por semana, às quintas à noite, desde há muitos anos. Muitos, mesmo, uns sete ou oito. Arranjámos um núcleo de amigos semi-craques, um grupo bastante homogéneo que faz com que cada quinta seja bastante competitiva sem deixar de ser amigável. Sempre me senti bem nesses jogos. Apesar de estar um pouco acima do peso e de ser mais velho que a média, nunca me senti inferior e cheguei mesmo a fazer alguns (vamos lá, vários) jogos muito bons!

Quem conhece o meu filho mais velho sabe que ele tem um fascínio especial por futebol. Pode ser só passageiro, mas nesta fase vibra muito com o futebol. Ora, nos últimos tempos o que mais queria era que o meu filho pudesse ver o pai a jogar futebol. Aquele orgulho que só um pai conhece, aquela sensação de sermos para o nosso filho o verdadeiro herói... claro que à quinta nunca foi possível, dada a hora tardia.

Quando recebi aquele convite para jogar um sábado à tarde, mesmo sem saber bem onde nem quem eram os adversários, o meu primeiro pensamento foi para ele. É a oportunidade de ele ver o pai a jogar! E, quem sabe, talvez até marcar um golo? E no fim, quando todos forem para o banho, ficar com o pai a dar uns chutos, fazer umas fintas e marcar naquelas balizas dos grandes. Aceitei sem hesitar. Tinha jogado na quinta anterior (como de costume) e estava bem fisicamente.

Na manhã de sábado acordei a pensar que me ia lesionar. Acreditem ou não, foi o que pensei. Mas nem isso me demoveu. A preparar o saco com dois equipamentos, um grande e o outro pequenino, só pensava que ele ia gostar de ver o pai jogar.

O jogo afinal era às 17h30, e tinham-me dito que era às 18h. Quando chegámos, já depois das 17h30, já todos estavam em campo menos eu. Ora bolas. Logo eu, que às quintas sou sempre o primeiro a chegar, sempre o primeiro a entrar no campo porque, à porta dos 40 anos, sei e sinto melhor que ninguém a importância de um bom aquecimento.

Mas tive que me equipar depressa, e equipá-lo a ele. E ele, tão feliz, "papá, em que equipa vais jogar? De que cor é a tua equipa? Vais à baliza ou à frente? Quando é que eu posso entrar?". E quando acabo de me equipar... estão todos de braços na cintura à minha espera. Lá se foi o aquecimento.

Nos primeiros cinco minutos aqueci mais do que joguei, a tentar ao máximo fazer o que não pude fazer para me preparar para um jogo que já estava a decorrer. Naturalmente, não foi o ideal.

Nunca saberei se está relacionado com a falta de aquecimento ou se foi apenas um azar de posicionamento, mas ao primeiro contacto físico mais sério o adversário caiu em cima da minha perna e tudo desmoronou. Ouvi muito claramente os barulhos do joelho e a dor foi indescritível. Só queria gritar de dor, mas mais uma vez o primeiro pensamento foi para ele. Se eu gritasse o miúdo ia entrar em pânico e a mãe nem sequer lá estava, eu não podia gritar. Ignorei a dor e tentei levantar-me, o que levou a risos e comentários de "isso não é nada, é só fita". Dei um passo e caí novamente, ouvindo novamente os risos de quem, claramente, não percebeu rigorosamente nada do que tinha acabado de acontecer àquele joelho. Ainda fui à baliza, a disfarçar a dor. Nem conseguia apoiar bem o pé no chão, 10 minutos depois saí mesmo do campo. Era impossível continuar em pé.

Chorei copiosamente no balneário, sem ele ver. De dor e de raiva, em partes iguais. Sim, pode ter sido totalmente aleatório. Mas existiram sinais, eles estavam lá e ignorei-os deliberadamente. Sei que se não fosse por ele não tinha acontecido, porque sou bastante supersticioso e não ia jogar depois de ter sonhado com a lesão, muito menos iria jogar sem aquecer - nunca o faço.

Foi provavelmente a última vez que joguei e se realmente estava destinado o que me custa mesmo é não ter acontecido dois dias antes, naquele tradicional jogo de quinta-feira. Junto dos meus, os do costume. E mais para o final, já depois daquela bela exibição que coroei com três golos, um deles de belo efeito, de calcanhar.

A lesão seria a mesma, mas não teria doído tanto.

Alguém me ajuda? :)

Pois bem... parece que tinha que acontecer. Estou gravemente magoado num joelho e vou ter que ser operado em breve. Alguns dos meus amigos já sabem, muitos não sabiam ainda. Não por ser segredo, mas porque precisei de algum tempo para me habituar à ideia, não tem sido fácil mentalizar-me do que me espera nos próximos tempos.

Serve este texto também, obviamente, para vos pedir sugestões. Vou ter que estar parado bastante tempo, e portanto vou precisar de boas séries para me distrair... Lembrem-se por favor que eu não sou um qualquer adepto de séries - Neste momento vou em 93 séries vistas, das quais terminei 34 (claro que tenho um excel com todo o detalhe...). Portanto não venham cá com Prision Breaks e Casas de Papéis. Preciso de coisas atuais, diferentes, interessantes, viciantes! Quem me ajuda?


Ao nosso "Special One"


Zé, o dia de ontem foi mítico. Melhor que o de ontem, só o dia de hoje. Se eu recebi tantas mensagens de amigos surpreendidos com a qualidade do futebol do Montalegre e com a réplica que deram ao glorioso Sport Lisboa e Benfica, imagino quantas terão recebido tantos, todos os montalegrenses como eu. E imagino que se o teu dia de ontem foi de sonho, o de hoje está a ser melhor ainda, com tantas palavras e gestos de reconhecimento, agradecimento e gratidão.

Fica aqui mais um. Porque ontem fizeste-nos sentir a todos um pouco mais orgulhosos ainda por sermos filhos desta terra, por sermos barrosões de Montalegre! E esse mérito ninguém to pode tirar. Grande exibição ontem, grande postura, respeitar sem temer, bola de pé para pé e olhos nos olhos com o gigante, uma equipa à imagem do treinador. Um orgulho de verdadeiros campeões. Muito obrigado Zé!



(Foto: Foto Vídeo STOP)

O sonho americano


De vez em quando tenho muito para dizer, e é aí que me lembro que costumava ter um blog para escritas mais longas. E agora vem mesmo a calhar!

Já passaram algumas semanas, é verdade. Mas se há algo que eu não sou é mal agradecido. E este assunto não podia ser tratado com apenas um "obrigado", precisava de o fazer com o tempo e a preparação que merece...

Sim, é sobre a viagem aos Estados Unidos! Finalmente!!

Em primeiro lugar, quero agradecer a todos os que nos desejaram boa sorte para a viagem ao outro lado do Atlântico. Foi incrível a reação de todos, tanta gente a desejar-nos boa sorte e a dizer que merecíamos, ficámos mesmo surpreendidos com a honestidade e com a maneira como ficaram felizes por nós. Agradeço a cada um. Muito obrigado!

A viagem. A viagem fica um pouco difícil de descrever. A esta distância já parece que foi tudo um sonho, e no entanto quando lá estávamos parecia que era a nossa casa e que conhecíamos aquelas pessoas desde sempre. Acho que não é possível tratar melhor alguém do que como nos trataram lá. A nossa nova família americana foi de uma simpatia e disponibilidade extraordinárias. O grande, enorme José Monteiro, uma pessoa que tão poucos conhecem em Montalegre e que tem um coração do tamanho do Mundo! A nossa querida Janina e as meninas, o cão Max, o gato Nacho ... foi a nossa casa, a nossa família! Nunca poderemos retribuir tudo o que fizeram por nós.

Mas não foi só a família. A quantidade e qualidade de amigos que fizemos por lá, o maior, Victor Santos! E a queridíssima Maritza, claro, a Ana Costa e o seu fantástico Paulo Costa, o Zé Marinheiro e esposa, o Pascoal, o Neves! O nosso amigo Antero que nos raptou para um dia só com ele e um tour completo pela Big Apple... A magia que tem esta gente, que ao segundo dia já nos sentíamos todos amigos de 20 anos... já temos saudades!!!

No aspeto musical, foi tudo tão bom. Desde o primeiro concerto, carregados de jet lag, àquele incrível na Casa de Trás-os-Montes de Newark, passando por tantos outros sempre com um fantástico publico português (e outros, emprestados) que nos tratou como verdadeiras vedetas.

E ainda conseguimos ter tempo para rever/conhecer a nossa família que vive mais afastada!

No meio de tudo isto, claro, há a visita a uma das maiores e mais portentosas cidades do Mundo. E New York é realmente mágica, tudo o que sempre sonhei. Adorei todos os detalhes da cidade, em especial a Grand Central Station que deixa qualquer um sem ar. 

Acabámos por não ver um espetáculo na Broadway e ficaram a faltar alguns detalhes, porque tínhamos horários para cumprir e as noites eram para trabalhar! Talvez um dia voltemos para cumprir o que falta, quem sabe?

Acima de tudo, e como já perceberam, foi uma experiência de valor incalculável e pela qual estaremos eternamente gratos ao amigo José Monteiro, que nem sequer nos conhecia e confiou em nós a 100%. Já não há pessoas assim. Muito e muito obrigado!!!








Um ano!

É oficial: Um ano sem fumar. Consegui, finalmente, à terceira tentativa, ultrapassar a barreira psicológica dos 365 dias. Na primeira vez foram 10 meses, na segunda 11 meses, e agora 12. É para continuar, claro.

Apenas uma nota sobre o assunto, para ti que pensas em deixar, que estás prestes a deixar ou estás no processo: Deixar de fumar é algo que fazes apenas para ti e por ti. Quando fumas, não falta quem te diga que tens que deixar e que te faz mal e etc, etc, etc. Quando deixas, nos primeiros dias passam a vida a perguntar se te estás a aguentar. A partir daí, nunca mais ninguém quer saber. A verdade, nua e crua, é esta. Uma vez ou outra lá te perguntam, e tal "Ah, seis meses? Boa, boa, vê lá se agora não te vais abaixo", mas a verdade é que é muito mais interessante a falha, a desistência, o não conseguir do que o sucesso e a vitória. É a condição humana, nada a fazer.

Não faltará também quem te diga: "Vê lá se é mesmo desta vez, já tentaste praí umas dez vezes e nada" ou "Se já aguentaste x meses, não é agora que vais voltar", como se deixar de fumar fosse uma brincadeira, algo tremendamente simples que a pessoa decide só porque lhe apetece ser rebelde e dizer que deixou.

Depois, há os testemunhos:

- Aquele primo que fumava 3 maços por dia, acendia uns nos outros e no dia 1 de janeiro de 2012 só porque aumentou o preço deixou de vez e nunca mais na vida teve vontade e já nem sabe por que ponta se pega naquilo.

- O cunhado da tia que experimentou de tudo, acupucturas e vídeos estranhos, hipnose e pensos e pastilhas e banhos em fezes de papagaio e afinal foi de um dia para o outro só porque fez uma aposta no café.

- A vizinha do quarto esquerdo que fumava 10 por dia, depois 8, depois 4, depois 2, e assim deixou normalmente.

- Aquele com quem os pensos resultaram; o outro que foi com pastilhas; o outro que deixou o tabaco de fumo para fumar vapor de água ou de chá verde ou de bagaço ou de seja o que for.

Na verdade, é uma luta individual e cada um tem a sua história e os seus ritmos. Isto parece muito evidente e provavelmente é mesmo - mas é fundamental. O importante é que te  sintas bem com o teu esforço e saibas reconhecer as pequenas vitórias que vais conseguindo.

No meu caso, que é só mais um testemunho, os pensos ajudaram durante um mês. Depois, custou bastante o mês seguinte. A partir daí tudo bem mais tranquilo, vários meses calmos até que ultimamente, talvez pela barreira psicológica do ano, tem custado um pouco novamente. Nada que não se controle, até porque a força é grande e a luta é para continuar. Mas sei que para mim não foi deixar de fumar e nunca mais pensar no assunto, nem nada que se pareça. Pode ser que contigo seja mais fácil. Força!

Bem vindo, filho!!!

Depois da tempestade... veio finalmente a bonança! 

E depois de uma espera interminável, de adiamentos sucessivos e de um dia que começou muito cedo e que tanto demorou a passar, eis que finalmente chegou a hora! 2 de março foi o teu dia, um dia muito chuvoso mas que acaba, como não podia deixar de ser, com uma noite estrelada. 

Bem vindo, filho. Quanto te esperávamos!!!


O elevador cá do prédio

Andava há meses a embirrar com a foto que a empresa dos elevadores do meu prédio colocou. Percebe-se a intenção: A segurança das crianças é prioridade, certo.

O problema é que uma vez olhei e o que vi foi uma espada apontada à cabeça da pobre criatura. E nunca mais consegui ver a imagem de outra forma!


Juro que não fiz queixa, nem removi a imagem.
Mas alguém mais teve ter tido a mesma perceção e deve ter feito queixa, ou algo do género...

E o resultado não podia ser melhor. Agora temos o Messi a tratar dos elevadores cá do prédio!