Quatro


Quatro anos. E continuamos por cá, não com a intensidade de outros tempos, mas com a mesma dedicação. Obrigado a todos por fazerem parte do meu cantinho na Internet!

If Only

Tenho uma relação complicada com Dave Matthews Band. Ao ouvi-los sei perfeitamente, desde sempre, que é uma daquelas bandas que deviam estar no topo das minhas preferências, devia estar no meu ADN musical. Até já tive amigos (pelo menos 3) a tentar enfiar-me Dave Matthews pelos ouvidos dentro até eu gostar.

Mas a música não é assim. Não se ensina ninguém a gostar. Por mais que oiça esta banda e reconheça a qualidade, sei que nunca vai ser uma das minhas preferidas...

Neste contexto, não deixa de ter alguma graça que nos últimos dias tenha andado permanentemente na minha cabeça este novo single da banda. E desta vez, sem ter que me esforçar... gosto!

Subir a descida

O "fenómeno" do nosso tempo de estudantes, desmistificado em menos de 3 minutos. Não havia ida ao Bom Jesus que não terminasse com uma subida na descida do costume...

Os bananas de Foz Côa

Vila Nova de Foz Côa, hora de jantar. Estaciono à porta de um dos bons restaurantes e dirijo-me para a entrada. Noto que se encaminha para o mesmo estabelecimento um pequeno grupo de três pessoas: Um casal de idade avançada e uma senhora na casa dos 40 anos.Imediatamente (quando estou sozinho invento uma série de distracções) começo a fazer cálculos para tentar descobrir, naquela passada, quem de nós chegaria primeiro ao restaurante.

Eis que nesse preciso momento a senhora mais velha, que vinha a conversar com o marido, falha o degrau do passeio, tropeça, e espalha-se ao comprido no chão mesmo à minha frente, a uns 10 metros. Um malho tal que o saco de plástico que trazia na mão fez um vôo planado de vários metros e os dois (!) sapatos saíram dos pés, enquanto a senhora batia mesmo de cara no passeio.

Perplexo, fui ajudar imediatamente. Não só por uma questão de boa educação, mas porque naquela situação e àquela distância qualquer pessoa com dois dedos de testa ia socorrer a senhora. Ainda mais porque os dois bananas que a acompanharam não conseguiram fazer mais do que ficar especados no mesmíssimo lugar, o marido a repetir "Ó mulher, então tu cais? Tu não vês por onde andas?" e a outra senhora, uma "amiga", olhava e dizia "Partiu os dentes? Veja lá se partiu os dentes!" sem sequer se baixar.

Sim, fui o único a ajudar a senhora. E fui eu que lhe fui buscar o saco. E fiquei a perceber que não eram dois bananas, mas sim três. Porque nenhum dos três foi capaz de murmurar um simples obrigado.

E poderão dizer "a senhora, coitada, estava meio atarantada, tem desculpa..." mas nem isso. Porque depois, no restaurante, só havia duas mesas disponíveis, uma ao lado da outra. Sim, praticamente jantei com os três bananas. E nada. Nem me dirigiram a palavra.

Gente triste. Não pude deixar de pensar que os meus futuros sogros, sensivelmente da mesma idade do casal, numa situação igual nunca deixariam que o bom samaritano fosse embora sem pelo menos, PELO MENOS, lhe pagarem o jantar...

Sapos e Bruxas!!!

Chegou o tão esperado documentário sobre a Sexta-Feira 13 em Montalegre. Tive o privilégio, juntamente com algumas dezenas de pessoas, de o ver na íntegra em ante-estreia no auditório do Multiusos de Montalegre e recomendo vivamente.

É realmente uma viagem fantástica por usos, costumes, tradições, crenças e muito mais.

Para já, aqui fica o trailer...
Sapos e Bruxas - English trailer (long version) from Sótão de Histórias on Vimeo.

(Realizado por Luis Pedreira, a.k.a. Sótão de Histórias. Já ouviram falar?)

ZON vs. MEO

Há quase dois anos, quando decidi finalmente ter TV cabo e percebi que os planos das duas maiores operadoras eram semelhantes, achei que o melhor era informar-me com quem sabe: Um amigo que é vendedor de ambos e conhece os produtos e serviços como ninguém.

Na altura ele aconselhou ZON pois, apesar de ser benfiquista como eu e saber que Canal Benfica só havia no MEO, referiu que havia muito menos queixas de clientes sobre ZON e que o apoio ao cliente desta era melhor. Disse-me ainda que havia negociacões a decorrer para o Canal Benfica passar a fazer parte dos pacotes ZON.

Avancei para ZON e a verdade é que durante um ano e meio não tive nem uma razão de queixa. Terminado o período de fidelização decidi mudar, como mandam as regras, pois a concorrência faz sempre uns preços "especiais" para roubar clientes...

E se é verdade que o meu amigo falhou redondamente na questão do Canal Benfica, que se mantém firme na exclusividade com a MEO, no que respeita ao serviço ao cliente ele acertou em cheio. É que a box da MEO avariou apenas 12 horas depois da instalação!!!

Agora, com o problema corrigido e quase um mês depois, a verdade é que como tantos outros prefiro a MEO. O comando faz mesmo a diferença, é mais intuitivo, a mudança de canais muito mais rápida e as funcionalidades são óptimas. E que melhor programa para uma tarde de Domingo senão a ver um grandioso Benfica vs Baniyas no meu novo canal favorito???

Só espero que não volte a avariar...

Aguenta, coração português...!


"Mãe, escrevo-lhe para lhe pedir perdão. Perdoe-me mãe. Perdoe-me.
Minha querida mãe desculpe a letra, mas choro tanto que mal consigo escrever. A Isabel e os meninos estão na sala e estão bem. Não consigo deixar de pensar em si mãe, rezando todos os dias de joelhos, com toda a minha fé, pedindo a Deus que nada lhe aconteça. Ainda não sei falar alemão, mas na fábrica também não é preciso, estou na secção de cortar chapa e com gestos lá me vou desenrascando. A nossa casinha aqui é pequena, mas dá para nós os cinco. Os meninos estão agora num infantário social e a Isabel já começou a trabalhar para uns senhores que têm uma Quinta. Ela não arranjou emprego na área dela mas está nas limpezas e como fala bem inglês e os donos da Quinta também, está a dar-se bem, melhor do que eu. Minha querida mãe sei que está aí sozinha e que não tem medo, mas perceber que está sozinha e sem apoio tritura-me o coração. Queria tanto estar aí mãe, tanto! A fazer o que quer que fosse, mas a senhora sabe bem que vim por causa dos meninos. Já não aguentava ver os armários vazios e os meninos a chorar para comer. Não aguentava ver a Inês a precisar de medicamentos e a ter de pedir dinheiro aos amigos. Minha mãe desculpe, por favor! Sei que me disse para vir, mas sei também que chora dia e noite. Desculpe mãe! Esta vida é tão curta que não deveríamos estar assim tão separados, não deveria ter a coragem de a deixar sozinha, não deveria ser tão cobarde assim. Choro, choro, choro muito minha querida mãe, pois amo-a tanto e não a consigo sequer ouvir! Se ganhar dinheiro juro que lhe compro um telefone em Agosto. Ouve mal, eu sei, mas basta atender e dizer "estou". Se ouvir a sua voz irei sofrer menos um bocadinho. Mãe desculpe, amo-a tanto. As lágrimas caem-me pelo rosto, as mãos tremem-me, as pernas quase perdem a força... mas sei que compreende o meu esforço, pelas crianças. Como gostava de ter um trabalho qualquer aí perto de si, dava tudo, poderia ser um trabalho duro, mas que desse para viver. Não aguentava mais a situação de desespero minha querida mãe e por isso vim, mas não sei se vou aguentar. Imagino-a sozinha, sem mim, a pensar no pai e a rezar para partir. Mas peço-lhe mãezinha, por favor, não parta já, aguente, deixe-me ganhar algum dinheiro para ir para ao pé de si. E prometo que nunca mais a deixo, prometo. É tão linda mãe e tenho-a no meu coração, a todo o instante. Amo-a tanto mãe. Estou aqui mas nunca saí daí do seu lado mãe, sente, não sente? Perdoe-me!"

 
Foto: Rui Pires
Texto: Paulo Costa


(Retirado do Facebook de Aldeias de Portugal)

Vai um exercício dos fáceis?

No enunciado diz que as crianças do pré-escolar descobrem a solução em menos de dez minutos, o que é claramente um exagero. Mas que é muito mais fácil do que parece... isso é!

Demorei cerca de cinco minutos. Conseguem fazer melhor?


50 Shades of Grey

É certo que o cinema e as séries de TV foram, aos poucos, substituindo a leitura no topo das minhas preferências para os tempos livres. Uma evolução que abracei com naturalidade, embora o hábito de ler seja algo que já vem dos tempos de criança (como muitos bem sabem) e sinta necessidade, de vez em quando, de voltar a pegar num livro.

Há um local no qual os livros continuarão a ser insubstituíveis: A praia, claro. Em tempo de férias entrego-me à leitura, sendo perfeitamente natural ler dois/três livros por semana de praia.

Este ano foi apenas uma semana, e portanto li dois. Um deles foi 50 Shades of Grey (50 Sombras de Grey), que comprei sem querer saber nada sobre a história. Sabia apenas que é o livro mais falado do ano por esse mundo fora e, por isso, tinha que espreitar.

É provavelmente o pior livro que já li. E ao descobri-lo fiquei com a sensação que tive há uns anos quando fui ao cinema ver o badalado "Projecto Blairwitch", grande operação de marketing que em termos de cinema vale zero.

Fiquei a saber que a escritora é uma das argumentistas de Twilight e que a história se baseia numa jovem inocente e num multimilionário que se envolvem, que o senhor em causa é especialista em temas como o sado-masoquismo, dominantes e submissos, cabedal, correntes e outros que tais. Coisa bonita, portanto.

Por princípio, não consegui deixar o livro a meio apesar de começar a ser tremendamente chato, repetitivo e banal bem antes de chegar a metade das suas longas 500 páginas.

Não é pelo tema, acreditem, que para mim é apenas mais um. É pela qualidade baixa, pela falta de imaginação, por ser tão irreal e fútil. E nem sequer se pode atribuir a culpa à tradução pois li a versão original... Não tem interesse rigorosamente nenhum - infelizmente, foi uma perda de tempo e de dinheiro. Um grande bluff!!!

A coragem de Paulo Morais

Evitei falar aqui do estado da Nação, mas é incontornável.

Na fase em que está este país, com todos a disparar em todas as direcções, o mais importante é sabermos e percebermos qual é, efectivamente, o mal de que Portugal padece e quem são, afinal, os culpados.

E já merecíamos alguém como este senhor para nos explicar. Faz falta gente assim: Que aponta o dedo sem receio de dizer os nomes todos e que expõe de uma forma muito clara, transparente e precisa (que saudades destes adjectivos) como chegámos a esta situação. Para ver se se percebe de uma vez que o tempo de defendermos partidos como defendemos clubes de futebol já acabou, e que não há bons e maus. Essencialmente, há maus.

Já não sei se há incorruptíveis em Portugal. Mas eu apostava o meu voto neste senhor, embora compreenda que depois disto nenhuma máquina partidária quer estar relacionada com o seu nome...

Nestes 13 minutos ficamos a saber muito, muito mais do que em muitas horas de Telejornais. Vale mesmo a pena: