33 - O Campeão voltou!

O dia foi longo. Depois de todas as emoções no estádio, dos cânticos, dos abraços, ainda fomos ao Marquês em clima de festa. O vulcão vermelho em plena erupção, os festejos de um título anunciado mas sempre bem disputado, com o profissionalismo e a categoria de verdadeiros campeões. Uma vitória justíssima.

Por fim, exaustos, não podíamos deixar de passar ainda na maior Casa Não Oficial do Benfica do país para os últimos abraços do dia. O piano pedia só mais um cântico pelo nosso Benfica, e mesmo com as gargantas roucas e as vozes cansadas, sabíamos que ainda nos faltava cantar esta.

Pelo nosso Benfica, por esta alegre loucura que nos move. Campeões!!!





E agora???

É Domingo.
Acordas tarde, dormiste tudo o que merecias e mais ainda.
Ao acordares, ela chega com o tabuleiro do pequeno-almoço. Sim, ela trouxe-te o pequeno-almoço à cama, mesmo sendo ela que está grávida de 7 meses.
Está sol, está um dia bom.
Apercebes-te de que ela quer sair de casa, mesmo sem destino específico.
Daqui a uma hora joga-se o Liverpool-City, jogo do título em Inglaterra. Basicamente o jogo do ano, aquele tipo de jogos que te levaram a adquirir a BenficaTV e a pagar 9,99 por mês.
Já andas a pensar em ver este jogo no sofá há uns dias.

O que fazes???


O meu hábito favorito

A Rrita desafiou, e foi só aceder ao ficheiro de excel onde tenho tudo organizado (há algo que eu não organize no excel?) para descobrir rapidamente quanto tempo já gastei em séries.



Um total de 28 séries, 61 dias, 5 horas e 15 minutos. Isto não contando com as que desisti de acompanhar a  meio...

É uma ocupação de tempos livres como outra qualquer, para mim uma das melhores. Por isso não me arrependo nada, até pensava que tivesse sido mais tempo!

Desconfio é que nos próximos tempos vou abrandar um pouco o ritmo, por razões óbvias. Mas há-de haver sempre um espaço, por mais pequeno que seja, para matar saudades do meu hábito favorito...

A primeira vez do Vasco

Foi o primeiro contacto com o fantástico ambiente da Catedral, e logo numa grande vitória!

Ele esteve muito activo e também deu os seus pontapés, mas não marcou nenhum golo. Fica para a próxima, certamente...

(Benfica 4 -Rio Ave 0, 07-04-2014)

E também acabou esta...


É sempre complicado quando uma série chega ao fim. Principalmente quando se trata de séries que nos acompanharam durante muitos anos, e no caso desta foram uns oito anos. Oito! Fazem parte da nossa vida, e há personagens que certamente nunca vamos esquecer, porque acabam por nos marcar de uma maneira ou de outra.

O que é certo é que HIMYM terminou mesmo e deixa saudades. Apesar de uma última temporada que já não se justificava, de um certo "relaxamento de escrita" na fase final, o último episódio é para mim um dos melhores de sempre e é um bom culminar de uma grande viagem.

Parabéns aos criadores, e muito obrigado. Valeu a pena!

Os melhores amigos do bandeirinha

É o vídeo divertido do dia, a celebrar o regresso após (mais) um largo período de afastamento do blog... a disponibilidade não é a mesma, mas ainda não é desta que este blog se despede do pessoal! Vamos continuar por cá...

Breaking Bad - o meu veredicto

Vi ontem, finalmente, o último episódio da última temporada de Breaking Bad. Não tenho dúvidas em afirmar que é do melhor que já vi em séries e recomendo vivamente.

Breaking Bad não é uma série "normal", não é fácil começar a apreciar realmente. Tem características muito específicas, principalmente a prioridade que é dada ao realismo. Nada é feito ao acaso, nada é precipitado - aqui todos os tempos são certos: as expressões, os discursos, as conversas, as pausas, a evolução gradual das personagens. Por estes motivos, às vezes dá a sensação de ser uma série "muito parada", principalmente para quem costuma ver à noite andes de dormir. É certo, por vezes custa acompanhar.

Mas é brilhante: Breaking Bad coloca em causa, a cada momento, os limites do nosso moralismo e as nossas certezas em situações limite. Faz-nos duvidar, mudar de ideias, perder a noção do bom e do mau, do certo e do errado.

E tem ainda uma vantagem adicional: Não me lembro de alguma vez acompanhar uma série que fosse evoluindo desta forma - Breaking Bad é sempre cada vez melhor. Para mim, o pior episódio é o primeiro da primeira temporada e o melhor é o último da última temporada!

Por tudo isto, insisto: Não desistam na primeira temporada. Vejam com calma, acompanhem a pouco e pouco. Sem nos apercebermos, Breaking Bad toma conta de nós.

Para nós, foi assim.

Há vários dias que ando a pensar no que queria escrever no seguimento da tragédia do Meco, que despoletou imediatamente as reacções do costume dos anti-praxe. Alguns ainda afiam as facas, outros já vão dizendo as maiores barbaridades sobre um caso que, estando ainda em segredo de justiça, não tem ainda quase nada de concreto.

Mas neste caso a Adriana facilitou-me a vida. A Adriana foi praxada comigo em 97/98, praxou ao meu lado em 99/00 e passou por tudo o que eu passei. A diferença é que ela conseguiu pôr tudo em palavras, num desbafo no facebook que surge como reacção a uma notícia do telejornal e com o único objectivo de  passar a palavra sobre o que a praxe foi para ela.

E é assim, sem discussões, sem argumentos. Cada um tem a sua história. Esta foi a dela, a nossa:

"Não sou anti-praxe.
Quando bem preparada, é uma forma gira e engraçada de quebrar o gelo e conhecer o espaço onde nos movimentaremos por um par de anos.


Tenho memórias vivas desses tempos, de ser "caçada" com o pacato Américo nos corredores do CPI e conduzida via Sr. Mota ao "aeroporto" onde já se disputava uma peculiar partida de futebol entre as meninas das Taipas e o Rodinhas. Lembro-me de "instituições" dessa época: Do Aurora, e do seu sistema de marcação de afilhadas, do Cardeal maluco por Educação Física que nos dava umas aulas puxadinhas, Do Tomates, do Besaina, do Felismino R., da Caloiraça, do Rotundas e do Carneiro, de andar às cavalitas e carrinho com o Delga e dos treinos militares com os pneus. Da 1ª vez que estive com a Eduarda e da preocupação dela com o ouro que estava a usar e não queria tirar, da Veronique, da Linda, da Pina, da Raquel, da risonha menina de Cambeses, da Marta e dos 1ºs tempos de idas e vindas de comboio, da Ana Beatriz, do Álvaro e do Agostinho que não gostava de ler... Daqueles seres estranhos que não eram do 2º ano e nos observavam do topo das escadas, os transferidos, o Paulo, o Pedro , o Nelito e os muito meus Ana Paula e Jorge que em conjunto com o mano Márcio da Madeira foram a minha espinha dorsal ao longo do curso.


Lembro-me também de algumas praxes, a encenação do Big Show Sic com o macaco Adriano, o Beijo com o acetato, os sapatos em cima das árvores, a roupa do avesso, o salto para a fonte, o relógio, o Hino de Curso e demais cânticos, as guerras!


Nunca gostei muito da linguagem vernácula... de estar de 4 ou olhar para o chão, das pinturas... Mas, pessoalmente, nunca me senti humilhada nem obrigada a nada.


E quando me lembro desses tempos e de todas as pessoas a meu lado, lembro-me, acima de tudo, da brincadeira e do sentimento de descoberta de um mundo novo... E tenho saudade!"


Obrigado à Adriana, pelas memórias, pelo texto perfeito e por me permitir partilhá-lo. Que saudades!!!

A crise e a restauração

Hoje serviram-me uma posta num restaurante da Régua e a carne não estava boa. O cheiro já não era sugestivo, bastou levar o garfo à boca para perceber que era impossível de comer. Quando me queixei, e pedi que me trouxessem algo, qualquer coisa que tivessem a certeza de que estava bom, fizeram questão de me trazer outra posta. Uma das boas, de qualidade, com um sabor excelente. Era preferível terem escolhido outro prato qualquer, porque assim soube de imediato que tinha sido de propósito. Havia a carne boa, para os clientes habituais, e a outra carne para os outros.

Ontem ao almoço, em Mirandela, a "alheira tradicional" estava indescritível de tão má. Isto num restaurante que, dizem os locais, "até se come bem e o senhor é simpático".

É cada vez mais frequente e torna-se preocupante para quem, como nós, é obrigado a comer fora, muitas vezes em sítios que não conhecemos bem. Têm fechado muitas casas por todo o país e nota-se que cada vez mais há dois tipos de restaurantes:

1) Os bons, que agora são quase de luxo, nos quais se paga sem grande esforço uns 20 euros por pessoa e onde se come sempre bem;
2) Os baratos, que servem diárias. Nestes é garantido que ao almoço a refeição não passa do razoável mas é barata - o pior é ao jantar. Ao jantar cada vez há menos clientes, e como estes restaurantes vão vivendo principalmente dos almoços fazem preços ridículos ao jantar porque aí não há prato do dia. E a qualidade, essa, fica só para os tais clientes habituais, que os desconhecidos comem qualquer coisa. Acredito mesmo que se não tivessem um horário afixado muitos destes restaurantes fechavam depois dos almoços para só voltar a abrir no dia seguinte. E assim sobravam para o jantar de turistas apenas os tais restaurantes "de luxo".

Sim, é compreensível que cada um tente sobreviver como pode, e entre o cliente habitual e o de passagem é natural que se dê preferência a quem dá mais garantias de voltar. Mas será que já chegámos ao ponto em que se tem que escolher entre um e outro, fechando os olhos aos valores mais básicos associados à profissão e à obrigação moral de bem servir qualquer cliente? A verdade é que o comportamento é socialmente condenável e revela uma total falta de profissionalismo. Mas será que nesta fase é este caminho ou fechar as portas de vez?