Desta vez não tenho acompanhado os programas de Domingo à noite porque o tempo não dá para tudo.
No entanto, no passado Domingo verifiquei com alguma surpresa que os dois jovens que eu logo no início apontei como prováveis vencedores do The Voice e do Rising Star estão nas respectivas finais!
Será que eu tenho mesmo um dedo que adivinha e que vou acertar outra vez, como aconteceu com o Berg e com o Filipe Pinto? No Domingo veremos...
O primeiro mês
Um mês de vida. Para ti e para nós, tem tido os seus momentos. Há dias mais complicados que outros, tu a conheceres o Mundo e nós a conhecer-te a ti. É incrível como um qualquer gesto novo teu desconta imediatamente imensas horas de sono perdidas! Já nos conheces, sem dúvida... Reconheces as vozes, os cheiros, os toques. Ao contrário dos teus pais preferes o barulho e a confusão à pacatez solitária no lar. As piores birras, essas, só nós conhecemos, pois em público és um verdadeiro anjinho. Já cresceste tanto desde o primeiro dia, é assustador como o tempo passa... Filho, és muito mais do que aquilo com que poderíamos sequer sonhar. Felicidade suprema!
Fazes um mês, o mais incrível mês das nossas vidas. Parabéns, miúdo!
Fazes um mês, o mais incrível mês das nossas vidas. Parabéns, miúdo!
O dia que mudou a nossa vida
20 de Junho de 2014. A espera terminou finalmente! O Vasco nasceu com 51 cm e 3,760 kg e tudo ganhou um novo sentido.
É daquelas coisas de que todos falam, que nós pensamos já esperar, que é uma sensação única. Os amigos já diziam, nunca sentiste nada assim - mas pensamos sempre que estamos mais ou menos preparados para tudo!
Ninguém nunca está preparado para o momento em que lhe depositam o primeiro filho nos braços. O chão foge-nos dos pés, os braços perdem a força, tudo o resto passa imediatamente a ser relativo... absolutamente incrível. Não há palavras para descrever a melhor sensação do Mundo!
Estamos incrivelmente felizes, e no momento em que escrevo ainda não me sinto completamente consciente de tudo. Apenas de que o pequeno Vasco já deu todo um novo sentido à nossa vida!
É daquelas coisas de que todos falam, que nós pensamos já esperar, que é uma sensação única. Os amigos já diziam, nunca sentiste nada assim - mas pensamos sempre que estamos mais ou menos preparados para tudo!
Ninguém nunca está preparado para o momento em que lhe depositam o primeiro filho nos braços. O chão foge-nos dos pés, os braços perdem a força, tudo o resto passa imediatamente a ser relativo... absolutamente incrível. Não há palavras para descrever a melhor sensação do Mundo!
Estamos incrivelmente felizes, e no momento em que escrevo ainda não me sinto completamente consciente de tudo. Apenas de que o pequeno Vasco já deu todo um novo sentido à nossa vida!
O outro Mundial do Brasil
A loucura do Mundial está definitivamente instalada. Começa hoje, daqui a pouco, e está tudo a postos!
Mas antes de começar, sugiro que todos vejam este pequeno vídeo do comediante John Oliver que expõe de forma clara, objectiva e muito divertida tudo o que está por trás do tal fabuloso, brilhante, mágico Campeonato do Mundo de Futebol. Vale mesmo a pena ver...!
Mas antes de começar, sugiro que todos vejam este pequeno vídeo do comediante John Oliver que expõe de forma clara, objectiva e muito divertida tudo o que está por trás do tal fabuloso, brilhante, mágico Campeonato do Mundo de Futebol. Vale mesmo a pena ver...!
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A aletria da minha Avó
Uma bela recordação da Avó Elisa, para matar saudades daquela fantástica aletria que estava sempre à minha espera a cada visita à capital.
E não é que está à altura? Posso-me gabar de ter em casa uma super-cozinheira que mesmo num estado em que os braços parecem já não chegar à banca (39 semanas de gravidez, não é fácil...) consegue diariamente pequenos milagres na cozinha!
Obrigado meu amor... uma delícia!!!
E não é que está à altura? Posso-me gabar de ter em casa uma super-cozinheira que mesmo num estado em que os braços parecem já não chegar à banca (39 semanas de gravidez, não é fácil...) consegue diariamente pequenos milagres na cozinha!
Obrigado meu amor... uma delícia!!!
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Alex & Sierra
O JC chamou-me a atenção para os vencedores da terceira temporada do X Factor americano. Falou-me de Alex & Sierra e eu pensei que não conhecia. Quando procurei fui logo encontrar o primeiro casting do casal e percebi que já o tinha visto há alguns meses.
Compreendi imediatamente o motivo que o levou a falar-me disto. Ele sabe que eu gosto destas coisas. De música, de programas de música, mas principalmente de tudo o que é genuíno na música. E estes dois, que não são extraordinários em termos vocais, parecem legítimos, sinceros, apaixonados, genuínos. O que faz com que a música deles tenha uma química especial.
São várias as actuações que se encontram no youtube, mas a minha preferida continua a ser a do casting. Primeiro porque acho a versão deles mil vezes melhor do que o original, depois porque fazem tudo tão "mal" que sai mesmo bem. Os nervos, as caretas, os gestos desconexos, tudo tão errado - e no entanto tudo tão perfeito.
Compreendi imediatamente o motivo que o levou a falar-me disto. Ele sabe que eu gosto destas coisas. De música, de programas de música, mas principalmente de tudo o que é genuíno na música. E estes dois, que não são extraordinários em termos vocais, parecem legítimos, sinceros, apaixonados, genuínos. O que faz com que a música deles tenha uma química especial.
São várias as actuações que se encontram no youtube, mas a minha preferida continua a ser a do casting. Primeiro porque acho a versão deles mil vezes melhor do que o original, depois porque fazem tudo tão "mal" que sai mesmo bem. Os nervos, as caretas, os gestos desconexos, tudo tão errado - e no entanto tudo tão perfeito.
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Vinte anos depois
Nem reparou bem no primeiro dia em que ela apareceu lá no trabalho. Um cumprimento banal, como tantos outros antes desse, afinal esta empresa anda ao contrário da crise e está sempre a contratar, normal. Foi só quando tiveram a primeira reunião, na semana seguinte, que reparou na forma como ela o olhava. Ele conhecia este tipo de olhar, a última vez que tinha visto um tinha sido há muitos anos, na verdade nunca pensou que nesta idade se repetisse. Mas estava a acontecer, naquele momento, e ele sabia que não estava enganado. Uma conversa, um café e dois sorrisos, e de repente ela já lhe parecia perfeita. Tudo tão simples, será que ele ainda tinha aquele jeito de que os homens mais novos tanto se orgulham de ter, não sabia. Mas tudo estava a acontecer e ele não tinha qualquer tipo de vontade de parar.
Lembrou-se da mulher da sua vida, claro, várias vezes. Quase vinte anos de casado não é para qualquer um, motivo de orgulho certamente. Mas as comparações eram inevitáveis, esta cara nova é tão mais bonita, parece tão mais apaixonada, ela ri-se das suas piadas. Pensou quando teria sido a última vez que tinha contado uma graça à sua mulher. Já há muito que ela tinha deixado de se rir delas, e naturalmente ele deixara de as contar. Mas havia mais, algo mais que era tão mais intenso do que ele havia sentido! Havia o cheiro, seria o cheiro?, ou a suavidade da sua pele, ou a forma como ela se entregava no calor da luxúria e do desejo. Tocava-lhe a barriga, tão diferente da que ele conhecia, de novo as comparações, não sentia as estrias que os filhos generosamente haviam provocado na sua mulher em tantos meses de gestação.
O Martim e a Inês. Também havia esse problema, o mais difícil de todos. Os filhos eram tudo o que ele mais amava, em todos os momentos excepto nos fugazes encontros com a sua nova paixão - aí o seu mundo era outro e já não havia nada. Mulher, filhos, contas a pagar, a torneira que pinga à noite, nada. Surpreendeu-se com a facilidade com que era capaz de voltar todos os dias a casa e manter a rotina normal, passar tempo com os miúdos, dormir sestas no sofá e fazer amor aos sábados.
Ela não pedia mais mas ele sentia-se na obrigação de dar tudo. A vida dupla era possível, já o sabia, mas cada vez o desejava menos. A mulher já não o amava, não podia, vinte anos, era normal que já não se amassem nesta altura. Restava o respeito, mas ele sabia que já não a respeitava por esta altura e que para ela era melhor a separação. Sim, era isso mesmo, ela ainda ia a tempo de, como ele, encontrar nova felicidade, para as mulheres é sempre mais fácil. Tinha que o fazer por si mas principalmente por ela, isso mesmo. Os miúdos haviam de compreender, afinal ele não ia a lado nenhum, ficaria sempre por perto. Estava decidido.
Chorou muito, ela. Mais do que ele esperara. O alívio do peso daquele segredo compensava o ar de terror espelhado na face daquela com quem havia vivido quase vinte anos, uma vida, uma vida sem no entanto ter visto antes aquela expressão de dor que ficaria marcada no fundo do peito dele até ao fim dos seus dias. Com a coragem que só as grandes mulheres têm ela ainda lhe disse que depois de ele sair nunca mais voltaria a entrar, e ele sabia que era verdade. Ela não voltava atrás, nunca. Por momentos lembrou-se que aquela era uma das marcas dela que mais o impressionaram quando a conheceu. Há mais de vinte anos, uma vida, ambos mereciam uma espécie de prémio. Não olhou para trás, percebeu que ele próprio também chorava sem querer.
Foi só dois meses depois, quando acordou e de um momento para o outro odiou profundamente a mulher que estava ao seu lado, a tal do sorriso perfeito e da barriga lisa, que ele compreendeu que estava perdido para sempre.
Lembrou-se da mulher da sua vida, claro, várias vezes. Quase vinte anos de casado não é para qualquer um, motivo de orgulho certamente. Mas as comparações eram inevitáveis, esta cara nova é tão mais bonita, parece tão mais apaixonada, ela ri-se das suas piadas. Pensou quando teria sido a última vez que tinha contado uma graça à sua mulher. Já há muito que ela tinha deixado de se rir delas, e naturalmente ele deixara de as contar. Mas havia mais, algo mais que era tão mais intenso do que ele havia sentido! Havia o cheiro, seria o cheiro?, ou a suavidade da sua pele, ou a forma como ela se entregava no calor da luxúria e do desejo. Tocava-lhe a barriga, tão diferente da que ele conhecia, de novo as comparações, não sentia as estrias que os filhos generosamente haviam provocado na sua mulher em tantos meses de gestação.
O Martim e a Inês. Também havia esse problema, o mais difícil de todos. Os filhos eram tudo o que ele mais amava, em todos os momentos excepto nos fugazes encontros com a sua nova paixão - aí o seu mundo era outro e já não havia nada. Mulher, filhos, contas a pagar, a torneira que pinga à noite, nada. Surpreendeu-se com a facilidade com que era capaz de voltar todos os dias a casa e manter a rotina normal, passar tempo com os miúdos, dormir sestas no sofá e fazer amor aos sábados.
Ela não pedia mais mas ele sentia-se na obrigação de dar tudo. A vida dupla era possível, já o sabia, mas cada vez o desejava menos. A mulher já não o amava, não podia, vinte anos, era normal que já não se amassem nesta altura. Restava o respeito, mas ele sabia que já não a respeitava por esta altura e que para ela era melhor a separação. Sim, era isso mesmo, ela ainda ia a tempo de, como ele, encontrar nova felicidade, para as mulheres é sempre mais fácil. Tinha que o fazer por si mas principalmente por ela, isso mesmo. Os miúdos haviam de compreender, afinal ele não ia a lado nenhum, ficaria sempre por perto. Estava decidido.
Chorou muito, ela. Mais do que ele esperara. O alívio do peso daquele segredo compensava o ar de terror espelhado na face daquela com quem havia vivido quase vinte anos, uma vida, uma vida sem no entanto ter visto antes aquela expressão de dor que ficaria marcada no fundo do peito dele até ao fim dos seus dias. Com a coragem que só as grandes mulheres têm ela ainda lhe disse que depois de ele sair nunca mais voltaria a entrar, e ele sabia que era verdade. Ela não voltava atrás, nunca. Por momentos lembrou-se que aquela era uma das marcas dela que mais o impressionaram quando a conheceu. Há mais de vinte anos, uma vida, ambos mereciam uma espécie de prémio. Não olhou para trás, percebeu que ele próprio também chorava sem querer.
Foi só dois meses depois, quando acordou e de um momento para o outro odiou profundamente a mulher que estava ao seu lado, a tal do sorriso perfeito e da barriga lisa, que ele compreendeu que estava perdido para sempre.
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