Ao nosso "Special One"


Zé, o dia de ontem foi mítico. Melhor que o de ontem, só o dia de hoje. Se eu recebi tantas mensagens de amigos surpreendidos com a qualidade do futebol do Montalegre e com a réplica que deram ao glorioso Sport Lisboa e Benfica, imagino quantas terão recebido tantos, todos os montalegrenses como eu. E imagino que se o teu dia de ontem foi de sonho, o de hoje está a ser melhor ainda, com tantas palavras e gestos de reconhecimento, agradecimento e gratidão.

Fica aqui mais um. Porque ontem fizeste-nos sentir a todos um pouco mais orgulhosos ainda por sermos filhos desta terra, por sermos barrosões de Montalegre! E esse mérito ninguém to pode tirar. Grande exibição ontem, grande postura, respeitar sem temer, bola de pé para pé e olhos nos olhos com o gigante, uma equipa à imagem do treinador. Um orgulho de verdadeiros campeões. Muito obrigado Zé!



(Foto: Foto Vídeo STOP)

O sonho americano


De vez em quando tenho muito para dizer, e é aí que me lembro que costumava ter um blog para escritas mais longas. E agora vem mesmo a calhar!

Já passaram algumas semanas, é verdade. Mas se há algo que eu não sou é mal agradecido. E este assunto não podia ser tratado com apenas um "obrigado", precisava de o fazer com o tempo e a preparação que merece...

Sim, é sobre a viagem aos Estados Unidos! Finalmente!!

Em primeiro lugar, quero agradecer a todos os que nos desejaram boa sorte para a viagem ao outro lado do Atlântico. Foi incrível a reação de todos, tanta gente a desejar-nos boa sorte e a dizer que merecíamos, ficámos mesmo surpreendidos com a honestidade e com a maneira como ficaram felizes por nós. Agradeço a cada um. Muito obrigado!

A viagem. A viagem fica um pouco difícil de descrever. A esta distância já parece que foi tudo um sonho, e no entanto quando lá estávamos parecia que era a nossa casa e que conhecíamos aquelas pessoas desde sempre. Acho que não é possível tratar melhor alguém do que como nos trataram lá. A nossa nova família americana foi de uma simpatia e disponibilidade extraordinárias. O grande, enorme José Monteiro, uma pessoa que tão poucos conhecem em Montalegre e que tem um coração do tamanho do Mundo! A nossa querida Janina e as meninas, o cão Max, o gato Nacho ... foi a nossa casa, a nossa família! Nunca poderemos retribuir tudo o que fizeram por nós.

Mas não foi só a família. A quantidade e qualidade de amigos que fizemos por lá, o maior, Victor Santos! E a queridíssima Maritza, claro, a Ana Costa e o seu fantástico Paulo Costa, o Zé Marinheiro e esposa, o Pascoal, o Neves! O nosso amigo Antero que nos raptou para um dia só com ele e um tour completo pela Big Apple... A magia que tem esta gente, que ao segundo dia já nos sentíamos todos amigos de 20 anos... já temos saudades!!!

No aspeto musical, foi tudo tão bom. Desde o primeiro concerto, carregados de jet lag, àquele incrível na Casa de Trás-os-Montes de Newark, passando por tantos outros sempre com um fantástico publico português (e outros, emprestados) que nos tratou como verdadeiras vedetas.

E ainda conseguimos ter tempo para rever/conhecer a nossa família que vive mais afastada!

No meio de tudo isto, claro, há a visita a uma das maiores e mais portentosas cidades do Mundo. E New York é realmente mágica, tudo o que sempre sonhei. Adorei todos os detalhes da cidade, em especial a Grand Central Station que deixa qualquer um sem ar. 

Acabámos por não ver um espetáculo na Broadway e ficaram a faltar alguns detalhes, porque tínhamos horários para cumprir e as noites eram para trabalhar! Talvez um dia voltemos para cumprir o que falta, quem sabe?

Acima de tudo, e como já perceberam, foi uma experiência de valor incalculável e pela qual estaremos eternamente gratos ao amigo José Monteiro, que nem sequer nos conhecia e confiou em nós a 100%. Já não há pessoas assim. Muito e muito obrigado!!!








Um ano!

É oficial: Um ano sem fumar. Consegui, finalmente, à terceira tentativa, ultrapassar a barreira psicológica dos 365 dias. Na primeira vez foram 10 meses, na segunda 11 meses, e agora 12. É para continuar, claro.

Apenas uma nota sobre o assunto, para ti que pensas em deixar, que estás prestes a deixar ou estás no processo: Deixar de fumar é algo que fazes apenas para ti e por ti. Quando fumas, não falta quem te diga que tens que deixar e que te faz mal e etc, etc, etc. Quando deixas, nos primeiros dias passam a vida a perguntar se te estás a aguentar. A partir daí, nunca mais ninguém quer saber. A verdade, nua e crua, é esta. Uma vez ou outra lá te perguntam, e tal "Ah, seis meses? Boa, boa, vê lá se agora não te vais abaixo", mas a verdade é que é muito mais interessante a falha, a desistência, o não conseguir do que o sucesso e a vitória. É a condição humana, nada a fazer.

Não faltará também quem te diga: "Vê lá se é mesmo desta vez, já tentaste praí umas dez vezes e nada" ou "Se já aguentaste x meses, não é agora que vais voltar", como se deixar de fumar fosse uma brincadeira, algo tremendamente simples que a pessoa decide só porque lhe apetece ser rebelde e dizer que deixou.

Depois, há os testemunhos:

- Aquele primo que fumava 3 maços por dia, acendia uns nos outros e no dia 1 de janeiro de 2012 só porque aumentou o preço deixou de vez e nunca mais na vida teve vontade e já nem sabe por que ponta se pega naquilo.

- O cunhado da tia que experimentou de tudo, acupucturas e vídeos estranhos, hipnose e pensos e pastilhas e banhos em fezes de papagaio e afinal foi de um dia para o outro só porque fez uma aposta no café.

- A vizinha do quarto esquerdo que fumava 10 por dia, depois 8, depois 4, depois 2, e assim deixou normalmente.

- Aquele com quem os pensos resultaram; o outro que foi com pastilhas; o outro que deixou o tabaco de fumo para fumar vapor de água ou de chá verde ou de bagaço ou de seja o que for.

Na verdade, é uma luta individual e cada um tem a sua história e os seus ritmos. Isto parece muito evidente e provavelmente é mesmo - mas é fundamental. O importante é que te  sintas bem com o teu esforço e saibas reconhecer as pequenas vitórias que vais conseguindo.

No meu caso, que é só mais um testemunho, os pensos ajudaram durante um mês. Depois, custou bastante o mês seguinte. A partir daí tudo bem mais tranquilo, vários meses calmos até que ultimamente, talvez pela barreira psicológica do ano, tem custado um pouco novamente. Nada que não se controle, até porque a força é grande e a luta é para continuar. Mas sei que para mim não foi deixar de fumar e nunca mais pensar no assunto, nem nada que se pareça. Pode ser que contigo seja mais fácil. Força!

Bem vindo, filho!!!

Depois da tempestade... veio finalmente a bonança! 

E depois de uma espera interminável, de adiamentos sucessivos e de um dia que começou muito cedo e que tanto demorou a passar, eis que finalmente chegou a hora! 2 de março foi o teu dia, um dia muito chuvoso mas que acaba, como não podia deixar de ser, com uma noite estrelada. 

Bem vindo, filho. Quanto te esperávamos!!!


O elevador cá do prédio

Andava há meses a embirrar com a foto que a empresa dos elevadores do meu prédio colocou. Percebe-se a intenção: A segurança das crianças é prioridade, certo.

O problema é que uma vez olhei e o que vi foi uma espada apontada à cabeça da pobre criatura. E nunca mais consegui ver a imagem de outra forma!


Juro que não fiz queixa, nem removi a imagem.
Mas alguém mais teve ter tido a mesma perceção e deve ter feito queixa, ou algo do género...

E o resultado não podia ser melhor. Agora temos o Messi a tratar dos elevadores cá do prédio!


Receita de rolo de carne com batatinhas

1) Comprar um rolo de carne no talho, com carne picada e rolo feito na hora.

2) Contratar um Chef de cozinha com estrela Michelin.

3) Lavar muito bem as batatas.


4) Cortar as batatas em cubinhos e colocar em travessa de ir ao forno à volta do rolo de carne.


5) Temperar com especiarias e flor de sal a gosto.


6) Preparação terminada! Colocar no forno a 180° por 35 minutos.


7) Resultado final. Uma delícia!

Don't mess with the Peaky Blinders!


Quem não sabe o que são Peaky Blinders, não imagina o que anda a perder. Descubram aqui!

Ó filho...

... não sabemos que nome te havemos de dar. Tu já viste isto? Ainda não nasceste e já começam as diferenças entre ti e o mano. Para o teu mano demorámos uma hora a escolher o nome. O nome completo, vê lá! E para ti ainda nem temos o primeiro.

A mãe quer João. O mano quer João. Os avós todos querem João e tu provavelmente vais mesmo chamar-te João. Mas o pai, que é João, está na dúvida. Claro que gosto do nome, mas não me agrada especialmente este til e as chatices que te pode trazer em cartões de embarque internacionais quando fores passear. É que em inglês, e bem, não há cá esta chatice dos acentos. Não me agrada a ideia de estares a configurar os teus primeiros endereços de mail e não poderes utilizar os nomes mais óbvios porque já são os meus. Sei, hoje em dia já quase não há endereços disponíveis, mas detesto ter sido precisamente eu a utilizar o mail que pretendias.

Depois há os contactos em grupo. Estamos numa era de e-mails em grupo e grupos de whatsapp, a tua era será outra, mas calculo que os problemas sejam os mesmos: quando um João Pedreira falar para o grupo ninguém vai saber muito bem se é o pai ou o filho. Ou aquele tio-avô que também já era João Pedreira. E nesta dúvida perde-se o impacto inicial do que disseste e a importância das tuas palavras. Isto aborrece-me.

Chateia-me ainda quando chega correio para João Pedreira não se saber para qual. Ou a tua mãe chamar e ficarmos sem saber se é por mim ou por ti. Por fim, sei que se fores João vais obviamente ficar Joaozinho. E ninguém quer ser Joaozinho ou Pedrinho ou Luisinho.

Sim, ainda não nasceste e já estás a gerar mais confusão que o teu mano. Independentemente do nome com que ficares quero pelo menos que saibas, um dia se/quando vieres aqui ler isto, que o teu pai perdeu alguns dos poucos cabelos que ainda tinha nesta questão tão importante para ti...

O Alfaiate - Nazaré

Conheço a Nazaré como poucos. Por motivos profissionais já lá passei tanto tempo que conheço praticamente todos os hotéis e restaurantes, o que faz de mim uma espécie de entidade turística importante para aquela zona do país.

Há muitos restaurantes bons na Nazaré, claro. Também há imensos fracos. Quase todos partilham uma característica: o preço acima da média nacional, normal numa zona do país que vive essencialmente do turismo e que tem no peixe fresco a sua maior bandeira.

Podia destacar 3 ou 4 restaurantes de qualidade, penso que em tempos até já o fiz com a Tosca, que tem um atendimento fabuloso e qualidade de produtos sempre garantida. Ou o mais típico Vicente, que tem (na Nazaré, imagine-se!!) O melhor bife do lombo de que há memória e um arroz de safio de comer e chorar por mais.

Mas hoje tenho que destacar o Alfaiate. Já o visitei uma mão-cheia de vezes e sou sempre surpreendido. Pela qualidade das refeições, pela variedade e originalidade dos pratos, pela competência, pela decoração... não há como não gostar deste restaurante. E em boa verdade, não é dos mais caros: ao almoço o prato do dia ficará entre 12,5€-15€ por pessoa, mas estamos a falar de pratos do dia com este aspeto:


Não, não é um restaurante típico da Nazaré nem o local ideal para provar o tal peixe fresquinho. Mas é um restaurante de nível superior que apaixona qualquer um à primeira visita.

The Leftovers

Não é novidade para ninguém que as séries são um dos meus hobbies favoritos. Não dispenso o acompanhamento de 3, 4 séries em simultâneo. Como o faço? Não é fácil, mas é tudo uma questão de organização. Claro que quando vier o próximo rebento sei que vou ter que abrandar durante uns meses, tal como aconteceu com o anterior.

Estou constantemente a descobrir séries novas, a acabar outras, a desistir de outras, o processo é contínuo e por norma umas vêm preencher o espaço que a anterior deixou vazio.

O problema é que por vezes a série foi tão incrível que não é fácil preencher esse espaço. Porque não é fácil encontrar outra que esteja à altura, ou porque aquela série nos tocou de uma forma especial.

Aconteceu-me poucas vezes: quando acabei Sete Palmos de Terra, Breaking Bad e agora The Leftovers.



The Leftovers, sente-se logo desde o início, é especial. São 28 episódios divididos por 3 temporadas e tem um tema no mínimo estranho: um fenómeno inexplicável que faz desaparecer, de forma aleatória, 2% da população mundial.

Desengane-se quem pensa que é uma série sobre o oculto, de fantasia ou ficção. O tema serve apenas de mote para o verdadeiro objetivo do exercício: tentar perceber como lidaria cada um deles, dos que ficaram, com um fenómeno que não se entende e a forma que cada um encontra para justificar ou ultrapassar a situação.

The Leftovers é fantástico na abordagem, na construção das personagens e na criação dos laços entre estas e o público. É tudo aquilo que Perdidos prometia e nunca conseguiu ser. É uma das séries mais incríveis que já vi. Em Portugal só passou no TV Séries, talvez um dia possamos ver num dos canais "normais"...

P.S.1: Melhor banda sonora de todo o sempre de todas as séries que este Mundo já viu nascer!

P.S.2: É a pior série para se ver quando se está a deixar de fumar...