Os bifes da Vilafranquense

Em Vila Franca de Xira há um pequeno diamante da restauração: Uma pastelaria (sim, uma pastelaria/café) que serve refeições ao almoço  e que tem uma lista de bifes que é fabulosa!

Desde o molho de mostarda ao molho de cerveja, passando pelo de camarão e o de queijo da serra (!!!) ou ainda pelo de cogumelos ou o de alho fresco, descobriu-se ali a pólvora em matéria de bifes e pouca gente sabe. Desconfio mesmo que nem eles sabem o que ali têm! O preço é irrisório; com sete euros come-se um bife do tamanho do prato de barro com um dos molhos referidos acima, mais batatinhas fritas, pão para o molho, bebida e café... que mais se pode pedir?


Apetecia-me dizer aos senhores: acreditem em mim, que eu como em todo o lado, a toda a hora, e estes bifes que vocês aqui têm, bem explorados, eram uma mina de ouro! Esqueçam o resto, dediquem-se só a isto, mudem de nome, façam a publicidade certa e fiquem ricos, porque estes bifes merecem ser provados por toda a gente...


Sempre que vou a Vila Franca tenho que almoçar na Vilafranquense pelo menos uma vez. E só não vou sempre porque parece mal... e porque quem normalmente me acompanha não pode passar a vida a comer bifes porque tem dietas a respeitar!




Café Vilafranquense
Rua Serpa Pinto, 125
2600-263 Vila Franca de Xira

Feels good to be back!!!

Que saudades de ver movimentações neste gráfico... felizmente não sou só eu que estou de volta!


A Teoria de Tudo

Este ano vi sete dos oito filmes nomeados para os Oscars e a verdade é que gostei de todos. Mesmo assim, as minhas preferências vão para Birdman, Whiplash e The Theory of Everything.

Hoje falo deste último apenas por um motivo: Porque foi o que mais me sensibilizou. Sem nenhum motivo especial, sem que tenha havido um momento mais sentimental, apenas porque funcionou como um todo, de uma forma simples, sincera, honesta. Baseado na biografia de Jane Hawking (ex-esposa de Stephen Hawking), o filme retrata não só a evolução de um dos maiores físicos da História na ciência e na doença, mas também a forma como a mulher viveu toda esta odisseia.

Não é nada de extraordinário, não é uma biografia muito diferente das várias que conhecemos no cinema, mas talvez por ser uma história contada por ela não cai nos lugares-comuns do dramatismo excessivo pelo doente e do elogio sistemático de quem com ele conviveu. Conta a vida como ela é, como ela foi para estas duas pessoas e é perfeitamente convincente.

Nota ainda para uma escolha perfeita dos dois atores principais: Se Eddie Redmayne tem a performance de uma vida e um Oscar absolutamente merecido, Felicity Jones não é menos surpreendente!

Não é o melhor filme do ano, mas é certamente um dos que todos deveriam ver.

Regressar, sempre.

Hoje é dia de regressso.

Este blog tem sete vidas e vai provar isso mesmo. Não é um período sabático de (olha, faz hoje) três meses que faz com que eu dê este projeto como terminado.

Há muito mais a dizer, para mostrar, para registar. Há menos tempo e disponibilidade, mas o miúdo já tem oito meses e é altura de rever o aproveitamento dos tempos livres.

Por isso, feliz Natal a todos, bom ano 2015, a Feira do Fumeiro foi ótima e a sexta-feira 13 de fevereiro também (atenção, está aí já outra à porta), o Cristiano ganhou a terceira bolinha ("Siiiiiim") e o Birdman foi o grande vencedor dos Oscars. Adiante!

E entretanto, neste hiato, até o blogger se atualizou em matéria de novo acordo ortográfico. Como tal, e mesmo não concordando com o mesmo, convenhamos que fica mais fácil escrever segundo as novas regras. Novidade no blog a partir de hoje, portanto. Se falhar em alguma palavra, a culpa é naturalmente do sistema...

O Jumbo e os Donettes

Sempre que vou ao Jumbo fico a pensar que devia ir mais vezes ao Jumbo.

Quase nunca lá vou, por questões básicas de geografia e de tempo: Tenho um Pingo Doce à porta de casa e um Continente a 500 metros, a deslocação a um Jumbo com frequência não faz grande sentido. Mas na minha opinião é sem dúvida melhor do que a concorrência.

Não é tanto a questão dos preços: Tenho para mim que tanto nos referidos como noutros, como Minipreço e Lidl, um carrinho normal de compras acaba por ficar sensivelmente ao mesmo preço. O Jumbo é melhor que os outros na organização, na qualidade, no aproveitamento do espaço físico.

Tem aquele corredor genial dos produtos doseados pelo cliente: Gomas, chás, especiarias, frutos secos; Tem o outro corredor low-cost, que parece uma pequena loja dos 300 dentro de uma grande superfície, onde podemos adquirir por preços irrisórios aqueles produtos menos importantes; Tem (de longe) a melhor carne - chega a ser deprimente a cor da carne na concorrência; E tem uma organização excelente nos corredores que faz com que tudo seja mais rápido e eficaz para o cliente.


E neste momento é a única grande superfície que ainda vende Donettes. Eu sou fã incondicional de Donettes (muito mais do que de Donuts) e já não encontrava à venda em lado nenhum. Cheguei mesmo a pensar que já não existiam à venda! Até que...fomos ao Jumbo! E lá estavam, fabulosas no seu esplendor, duas últimas caixas à minha espera.

Obrigado, Jumbo!!!

Trocadilhos parvos da bola

Hoje roubei isto no facebook da Rádio Comercial, por dois motivos: Primeiro, porque me arrancou belas gargalhadas logo de manhã e segundo porque curiosamente ainda esta semana nos rimos a lembrar algumas pérolas que fizeram com que isto em tempos fosse uma moda!

A finalização do Ronaldo é boa, mas a do Benzema.
Não viste jogar o Figo, mas o Granqvist.
O Eusébio não é o melhor jogador de sempre, mas o Pelé.
O Luisão nunca teve cabelo, mas o Costinha.
Não vais ao jogo, hoje? Pode ser que o Drogba.
O Éder é como o Felipe: Cai Cedo.
O Ronaldo quando perde chora, mas o Ribéry.
Ao Fernando Torres nunca lhe vi a barriga, mas ao David Villa.
Olhei para uma foto do Inter e não M’Vila.
Tanta gente sem e o Maicon.
Se o Casemiro fosse pintor, era o Casemiró.
O Castro nunca foi bom jogador, mas o Herrera.
Pensei que o Javier queria um mês, Mascherano.
O Robben não rói as unhas, mas o Van Nistelrooy.
O Pepe não vai à baliza, mas o Vítor Baía.
O Helton vai à baliza e o Rodrigo Defendi.
O Coentrão gosta de dar flores. O Sérgio Ramos.
Ao Ronaldo não lhe veio o cansaço. Mas ao Gareth Bale.
O Atlético hoje não sofre golos, a não ser que o Siqueira.
O Moutinho ainda é virgem, mas o Ospina.
O Nani deu uma pirueta. O Olivier Giroud.
O Mourinho grita, o Juan Mata.
O Balotelli vem abraçar-te, o Rickie Lambert.
O Jesus não quis o Bernardo Silva, mas o Marchisio.
É melhor dares a bola ao José Holebas.
O maior medo de uma mulher é que o Raúl Albiol.
O Torres trouxe um móvel do IKEA para o Sulley Muntari.
Tu não as achaste nada de especial, mas eu Villas-Boas.
O Subotic rejeitou assinar novo contrato, mas o Sebastian Kehl.
O Bender comeu uma alheira e o Shinji Kagawa.
O Coentrão fuma-o, o Federico Fazio.

Quinze dias com o meu pai

O meu pai passou quinze dias seguidinhos comigo. Eu acho que ele até estava um bocadinho receoso que eu me portasse mal, mas eu sou um bebé muito bem comportado e uma excelente companhia!

Fizemos muitas coisas:  Ele vestia-me roupinhas que já não serviam e outras que ainda estavam muito grandes, mudava-me as fraldas e dava-me a comidinha sempre a horas. Brincámos com bonecos, palrámos muito e até aprendi a fazer-lhe festinhas na cara e a trincar-lhe o nariz, apesar de ainda não ter dente nenhum. 

Descobrimos que para nós, em matéria de TV, é possível sobreviver apenas com SICRadical e BabyTV (e a BenficaTV ao fim-de-semana, para vermos a Liga Inglesa!).

Claro que de vez em quando o leite me caía menos bem e eu lá tinha que fazer uma espécie de pinturas na roupa dele... mas como era roupa de férias, acho que ele não se importou muito.

Cantámos muitas músicas todos os dias. Já reconheço os patinhos, os palhacinhos e a marcha de Montalegre! Para já só ele é que toca guitarra mas eu já ando a ver se aprendo...

Houve tempo para tudo: Rimos muito, dormimos muitas (tantas!) sestas, até deu para eu lhe ditar este texto todo para ele pôr no blog dele.

Foram quinze dias fantásticos e eu acho que ele também adorou... Gosto muito do meu pai!!!

Ass.: Vasco.


O bullying em '96, pelos Aerosmith

Hoje passei o dia sentado ao lado de alguém que tem um gosto musical extremamente apurado e que trabalha diariamente ao som de uma playlist invejável. Para mim foi um dia perfeito, pois nos tempos que correm não tenho tido tempo para ouvir a música que realmente gosto de ouvir, e tenho-me submetido quase sempre ao básico repetitivo das rádios portuguesas.

Ouvi músicas que já não ouvia há anos e outras que nem sequer me lembrava que existiam! E como é incrível aquela sensação de ouvir uma dessas e ir recuperando a memória ao longo da música, quase sentido o que se sentia na altura em que aquilo era o que estava na moda...

Uma delas foi esta incrível malha. Os Aerosmith foram para mim durante uns 4-5 anos a melhor banda do Mundo, e lembro-me claramente de ver este clip vezes sem conta no VH1 em 96-97. Nos tempos em que não havia Internets nem telemóveis e os clips do VH1 eram a nossa ponte para o mundo da música. Quando a palavra "bullying" ainda não existia mas o conceito já estava tão bem retratado num clip dos Aerosmith.

Hoje vibrei com Hole In My Soul, dos Aerosmith, como em 1996. Hoje sofri e vibrei com a vida deste rapazinho, como em 1996. Que maravilha.


NOTA: Só agora reparei que o vídeo não está completo, embora seja a versão que tem mais qualidade (vídeos dos anos 90... não há milagres!). Se quiserem ver como acaba o clip podem ver o último minuto deste:

Diga lá outra vez...?

"O Chelsea é uma verdadeira constelação de estrelas". Esta da constelação de estrelas é uma das minhas preferidas. Porque como toda a gente sabe também existem constelações de panados e constelações de macacos. É importante salientar que a constelação é de estrelas para ninguém pensar que é de outra coisa qualquer.

Faz-me lembrar aquela expressão que toda a gente usa sem se aperceber "Tenho um amigo meu". Porque se já tenho o amigo, ele já é meu, não é? Ou "Há dez anos atrás", porque se foi há dez anos a gente já percebeu que foi atrás - ninguém conta uma história que lhe aconteceu daqui a dez anos...

Outra que está na minha lista de favoritos: "Estamos de acordo, isso vai de encontro ao que eu pensava". Não, não estamos de acordo. Se vai "de encontro a" quer dizer que está contra. O correcto é mesmo "(...)isso vai ao encontro do que eu pensava".

São expressões que surgem numa conversa mas raramente na escrita pois ao escrever percebemos logo que algo está errado. Não serão tão importantes como os erros de escrita, claro.. Mas hoje achei curioso lembrar algumas destas expressões por causa da insistência do comentador na tal constelação de estrelas.

Lembram-se de mais alguma deste género?

Estava na hora.

E já lá vão dez dias desde a última vez que fumei um cigarro. Promessa é dívida, e esta decisão tinha vindo a ser preparada desde o início da gravidez. O objectivo inicial era deixar logo que o Vasco nascesse, mas depois ele nasceu e percebi imediatamente que afinal era a pior altura possível...

Agora com o Vasco já crescido (pelo menos já tem mais cabelo que o pai...)  as coisas estão mais estáveis, mais calmas e era a altura certa. Não só pelo Vasco, a minha saúde e a minha carteira também precisavam desta decisão.

Numa consulta em Agosto a médica desafiou-me a escolher uma data e eu decidi: 07/09/2014, só porque sim. Não era uma data especial, passou a ser.


E não tem sido muito difícil, a verdade é essa. Há momentos terríveis, mas passam rapidamente. São momentos mais relacionados com o hábito do que com o vício... segundo a Liga Portuguesa Contra o Cancro, o vício ou dependência da nicotina dura apenas 14 dias e eu acredito. O pior não é isso, claro. O pior são os momentos de sempre a conduzir sozinho, o cigarro depois de uma boa refeição ou do café, as noites de copos, as esperas, os intervalos dos jogos na TV, tudo hábitos que se foram criando ao longo de muitos (demasiados) anos.

A parte difícil de deixar de fumar não é largar o tabaco. É largar todos os hábitos que se criaram com o tabaco. Isso sim, vai durar anos.

É a minha segunda tentativa séria (na primeira aguentei 10 meses!) e a última, porque foi de vez.

Se não estivesse realmente convencido disto, este texto nunca teria existido.