A válvula EGR

E portanto parece que "(...)o controlo das emissões dos gases de escape continua a ser um problema de todos os motores de combustão, sejam eles a gasolina ou diesel. Os fabricantes têm hoje em dia maiores preocupações ambientais e incorporam nos automóveis diversos sistemas para reduzir essas emissões (...) está provado que a recirculação de uma parte dos gases de escape (entre 20 a 30%) na mistura admitida nos cilindros permite reduzir a pressão média efectiva do motor e em consequência disso a temperatura máxima dentro da câmara de combustão também reduz, pelo que, nestas circunstâncias, a formação de óxidos de nitrogénio é mais pequena. (...) Para que a percentagem dos gases de escape reintroduzidos na admissão seja a mais aconselhável e não ultrapasse a percentagem referida anteriormente, utiliza-se uma válvula especial, mais conhecida por EGR (Exhaust Gas Recirculation). A função desta válvula é controlar o fluxo dos meios complementares directamente ligados ao sistema de gestão do motor." *

Graficamente, a situação é a seguinte:

O que é que isto quer dizer? Que o meu carro veio equipado com esta peça maravilhosa:


E que esta peça lindíssima avariou (diz que acontece quase sempre) e portanto por causa do senhor ambiente vai meio ordenado à vida a resolver o problema da peça bonita e ecológica e dos males que a avaria dela gerou no meu carro.

O meu obrigado à válvula EGR e aos senhores que a inventaram. Estou muito feliz.

* Informação retirada do site http://www.autoblog.pt porque, evidentemente, eu percebo ZERO do assunto.

E de repente percebi...

... que esta constante discussão sobre quem é o melhor entre Ronaldo e Messi é uma estupidez.

Há dias ao ver o Messi jogar, de uma forma quase extraterrestre como é seu costume, apercebi-me que estava à procura de algo de errado na sua exibição, algo menos bom para poder criticar e reforçar a minha ideia de que o Ronaldo é melhor.

Isto é tão errado, que está a fazer com que eu ignore ou não aprecie devidamente o futebolista incrível que é Leo Messi só porque estou constantemente a tentar provar a mim mesmo e aos outros que o (também incrível) Cristiano Ronaldo é melhor. Para quê? Esta discussão, por ser permanente e recorrente, acaba por nos toldar a análise das qualidades de ambos.

Qualquer amante do futebol que se preze deveria ser um profundo admirador dos dois, porque ambos são futebolistas por quem os nossos filhos nos vão perguntar daqui a uns anos, e devíamos ficar orgulhosos, nessa altura, de lhes poder dizer: "Sim, filho! Eu tive o privilégio de ver durante vários anos dois dos melhores futebolistas de sempre"!

É evidente que cada um tem a sua opinião, e para mim Cristiano Ronaldo continua a ser o melhor jogador do Mundo da atualidade. Mas o Messi vem logo a seguir, mesmo logo a seguir, e é um prazer vê-lo jogar...

Happy

Tenho vindo a insistir neste assunto, é altura de colocar aqui no blog: Acho que o Pharrell Williams criou a música perfeita com "Happy". Sim, é controverso, mas a minha opinião tem (como sempre) uma justificação detalhada...

Já cheguei a falar aqui do crime que as rádios cometem ao passar as músicas vezes sem conta, até à exaustão. Ninguém se safa. Quem é que consegue ouvir o "Someone like you" da Adele nos tempos que correm? o "I see fire" do Ed Sheeran? O "Paradise" dos Coldplay ou o "Chandelier" da Sia? O problema não está nas músicas, que até são boas. O problema é que a quantidade de vezes que as ouvimos esgota-as no nosso ouvido e na nossa memória. Não acontece só com a rádio! Pode ser com um álbum bom que ouvimos tantas, mas tantas vezes que de repente se torna impossível -  e permanece assim durante muitos anos, em alguns casos para sempre!

Pois bem, eu acho que o "Happy" do Pharrel Williams é a única música feita até hoje que não sofre desse mal. "Happy", simplesmente, não cansa! Aquela introdução é mítica; o ritmo é bom, fresco, divertido; a letra é super-positiva, o que cai sempre bem e serve para imensas situações: Casamentos, festas de aniversário, festas de escola, grupos de jovens, até lares de terceira idade! Encaixa bem em qualquer situação, diverte sempre, é acessível de cantar para todos. É provavelmente a música dos últimos anos que tem mais covers na Internet! Até o videoclip é divertido... mas para além de todos estes motivos, a grande vantagem de "Happy" é que é uma música que sabe bem, e faz bem a qualquer pessoa ouvir de vez em quando. Ora confirmem:

Nota extra - E confessem lá: Dá ou não dá vontade de fazer uma destas figuras a dançar, no meio da rua???


Corte à Tarzan

Hoje fui ao barbeiro em Vila Viçosa. Por nenhum motivo especial, apenas porque precisava de cortar o cabelo há imenso tempo e não tenho estado perto dos barbeiros do costume.

Antes informei-me, claro, onde era o barbeiro. Sugeriram cabeleireiros, daqueles de senhora, autênticos cemitérios de ordenados de tanta e tão boa gente. Não, respondi, que o que quero é mesmo barbeiro de navalha em punho, menos de dez euros, que o meu cabelo (convenhamos) não é propriamente o mais complexo de cortar. Ah, então é o Tarzan. Fica ali mesmo ao fundo daquela rua estreita, em frente à Casa do Benfica. É lá que os homens todos de Vila Viçosa cortam o cabelo.

"Tarzan". Lá fui eu ao "Tarzan" para ele me cortar o cabelo.

À chegada deu aquela sensação estranha de estar a entrar em casa de alguém: Uma sala grande, apenas com uma cadeira de barbeiro e espelho, com dois grandes sofás de três lugares e dois cadeirões. Neles se refastelavam, alentejanamente, quatro senhores. Nem TV, nem rádio, nem sequer luzes. Apenas conversa animada que só pausou para responder ao meu tímido "boa tarde". Na parede, o tradicional calendário da mulher nua, um símbolo discreto do Benfica em xisto e pouco mais.

Às tantas um deles levanta-se, acende a luz e decide finalmente identificar-se como o barbeiro, mandando-me sentar na cadeira. Tudo muito calmo, sem pressas, enquanto a conversa continuava. Olhei para o relógio - 18:08. Deixa cá ver quanto tempo demora isto.

"Aquele velhe filhe dum cabrão ainda lh'ofereci duas lambadas nes cornes! Armade em campeão, eu partia-o todo!" Era por causa de um terreno, ou de um veículo, não sei bem. O homem estava exaltado, mas só na voz. Porque o corpo indicava exatamente o contrário - se não lhe visse a cara diria que estava a dormir. Quanto aos outros, deveriam estar mesmo. Todos davam a impressão de passarem naqueles sofás a maior parte do dia.

Entretido na análise, nem me apercebi do corte terminado. Cinco euros, amigo. Que maravilha, não sabia que ainda se pagava cinco euros por um corte de cabelo no século XXI.

À saída, olhei para o relógio - 18:23. Como foi possível?? Sou sempre surpreendido por este estilo falso lento dos alentejanos. Foi o corte de cabelo mais barato, mais rápido e mais agradável dos últimos anos.

Obrigado, Tarzan!

Os bifes da Vilafranquense

Em Vila Franca de Xira há um pequeno diamante da restauração: Uma pastelaria (sim, uma pastelaria/café) que serve refeições ao almoço  e que tem uma lista de bifes que é fabulosa!

Desde o molho de mostarda ao molho de cerveja, passando pelo de camarão e o de queijo da serra (!!!) ou ainda pelo de cogumelos ou o de alho fresco, descobriu-se ali a pólvora em matéria de bifes e pouca gente sabe. Desconfio mesmo que nem eles sabem o que ali têm! O preço é irrisório; com sete euros come-se um bife do tamanho do prato de barro com um dos molhos referidos acima, mais batatinhas fritas, pão para o molho, bebida e café... que mais se pode pedir?


Apetecia-me dizer aos senhores: acreditem em mim, que eu como em todo o lado, a toda a hora, e estes bifes que vocês aqui têm, bem explorados, eram uma mina de ouro! Esqueçam o resto, dediquem-se só a isto, mudem de nome, façam a publicidade certa e fiquem ricos, porque estes bifes merecem ser provados por toda a gente...


Sempre que vou a Vila Franca tenho que almoçar na Vilafranquense pelo menos uma vez. E só não vou sempre porque parece mal... e porque quem normalmente me acompanha não pode passar a vida a comer bifes porque tem dietas a respeitar!




Café Vilafranquense
Rua Serpa Pinto, 125
2600-263 Vila Franca de Xira

Feels good to be back!!!

Que saudades de ver movimentações neste gráfico... felizmente não sou só eu que estou de volta!


A Teoria de Tudo

Este ano vi sete dos oito filmes nomeados para os Oscars e a verdade é que gostei de todos. Mesmo assim, as minhas preferências vão para Birdman, Whiplash e The Theory of Everything.

Hoje falo deste último apenas por um motivo: Porque foi o que mais me sensibilizou. Sem nenhum motivo especial, sem que tenha havido um momento mais sentimental, apenas porque funcionou como um todo, de uma forma simples, sincera, honesta. Baseado na biografia de Jane Hawking (ex-esposa de Stephen Hawking), o filme retrata não só a evolução de um dos maiores físicos da História na ciência e na doença, mas também a forma como a mulher viveu toda esta odisseia.

Não é nada de extraordinário, não é uma biografia muito diferente das várias que conhecemos no cinema, mas talvez por ser uma história contada por ela não cai nos lugares-comuns do dramatismo excessivo pelo doente e do elogio sistemático de quem com ele conviveu. Conta a vida como ela é, como ela foi para estas duas pessoas e é perfeitamente convincente.

Nota ainda para uma escolha perfeita dos dois atores principais: Se Eddie Redmayne tem a performance de uma vida e um Oscar absolutamente merecido, Felicity Jones não é menos surpreendente!

Não é o melhor filme do ano, mas é certamente um dos que todos deveriam ver.

Regressar, sempre.

Hoje é dia de regressso.

Este blog tem sete vidas e vai provar isso mesmo. Não é um período sabático de (olha, faz hoje) três meses que faz com que eu dê este projeto como terminado.

Há muito mais a dizer, para mostrar, para registar. Há menos tempo e disponibilidade, mas o miúdo já tem oito meses e é altura de rever o aproveitamento dos tempos livres.

Por isso, feliz Natal a todos, bom ano 2015, a Feira do Fumeiro foi ótima e a sexta-feira 13 de fevereiro também (atenção, está aí já outra à porta), o Cristiano ganhou a terceira bolinha ("Siiiiiim") e o Birdman foi o grande vencedor dos Oscars. Adiante!

E entretanto, neste hiato, até o blogger se atualizou em matéria de novo acordo ortográfico. Como tal, e mesmo não concordando com o mesmo, convenhamos que fica mais fácil escrever segundo as novas regras. Novidade no blog a partir de hoje, portanto. Se falhar em alguma palavra, a culpa é naturalmente do sistema...

O Jumbo e os Donettes

Sempre que vou ao Jumbo fico a pensar que devia ir mais vezes ao Jumbo.

Quase nunca lá vou, por questões básicas de geografia e de tempo: Tenho um Pingo Doce à porta de casa e um Continente a 500 metros, a deslocação a um Jumbo com frequência não faz grande sentido. Mas na minha opinião é sem dúvida melhor do que a concorrência.

Não é tanto a questão dos preços: Tenho para mim que tanto nos referidos como noutros, como Minipreço e Lidl, um carrinho normal de compras acaba por ficar sensivelmente ao mesmo preço. O Jumbo é melhor que os outros na organização, na qualidade, no aproveitamento do espaço físico.

Tem aquele corredor genial dos produtos doseados pelo cliente: Gomas, chás, especiarias, frutos secos; Tem o outro corredor low-cost, que parece uma pequena loja dos 300 dentro de uma grande superfície, onde podemos adquirir por preços irrisórios aqueles produtos menos importantes; Tem (de longe) a melhor carne - chega a ser deprimente a cor da carne na concorrência; E tem uma organização excelente nos corredores que faz com que tudo seja mais rápido e eficaz para o cliente.


E neste momento é a única grande superfície que ainda vende Donettes. Eu sou fã incondicional de Donettes (muito mais do que de Donuts) e já não encontrava à venda em lado nenhum. Cheguei mesmo a pensar que já não existiam à venda! Até que...fomos ao Jumbo! E lá estavam, fabulosas no seu esplendor, duas últimas caixas à minha espera.

Obrigado, Jumbo!!!

Trocadilhos parvos da bola

Hoje roubei isto no facebook da Rádio Comercial, por dois motivos: Primeiro, porque me arrancou belas gargalhadas logo de manhã e segundo porque curiosamente ainda esta semana nos rimos a lembrar algumas pérolas que fizeram com que isto em tempos fosse uma moda!

A finalização do Ronaldo é boa, mas a do Benzema.
Não viste jogar o Figo, mas o Granqvist.
O Eusébio não é o melhor jogador de sempre, mas o Pelé.
O Luisão nunca teve cabelo, mas o Costinha.
Não vais ao jogo, hoje? Pode ser que o Drogba.
O Éder é como o Felipe: Cai Cedo.
O Ronaldo quando perde chora, mas o Ribéry.
Ao Fernando Torres nunca lhe vi a barriga, mas ao David Villa.
Olhei para uma foto do Inter e não M’Vila.
Tanta gente sem e o Maicon.
Se o Casemiro fosse pintor, era o Casemiró.
O Castro nunca foi bom jogador, mas o Herrera.
Pensei que o Javier queria um mês, Mascherano.
O Robben não rói as unhas, mas o Van Nistelrooy.
O Pepe não vai à baliza, mas o Vítor Baía.
O Helton vai à baliza e o Rodrigo Defendi.
O Coentrão gosta de dar flores. O Sérgio Ramos.
Ao Ronaldo não lhe veio o cansaço. Mas ao Gareth Bale.
O Atlético hoje não sofre golos, a não ser que o Siqueira.
O Moutinho ainda é virgem, mas o Ospina.
O Nani deu uma pirueta. O Olivier Giroud.
O Mourinho grita, o Juan Mata.
O Balotelli vem abraçar-te, o Rickie Lambert.
O Jesus não quis o Bernardo Silva, mas o Marchisio.
É melhor dares a bola ao José Holebas.
O maior medo de uma mulher é que o Raúl Albiol.
O Torres trouxe um móvel do IKEA para o Sulley Muntari.
Tu não as achaste nada de especial, mas eu Villas-Boas.
O Subotic rejeitou assinar novo contrato, mas o Sebastian Kehl.
O Bender comeu uma alheira e o Shinji Kagawa.
O Coentrão fuma-o, o Federico Fazio.