Countdown

Que levante o braço quem vai de férias no final da semana...


Isso mesmo, eu.  E que falta me faz...

Ilusão Óptica

Este é um dos vídeos mais estranhos que já vi. E provavelmente aquele em que mais vezes voltei atrás e fiz várias pausas...

Aos viajantes do Metro do Porto:

Quando a senhora diz "Trindade", por exemplo, ela quer dizer

"Daqui a 400 metros chegamos à estação da Trindade e todos terão tempo mais do que suficiente para, depois de parar, sair ordenadamente da carruagem"

e NÃO QUER DIZER

"Levantem-se imediatamente todos os que querem sair na Trindade pois só vão conseguir sair se andarem aos tombos nos últimos 400 metros, especialmente na parte da travagem ao chegar à dita estação"...

E depois do adeus...

Sempre que aparece alguém a a cantar o "E depois do adeus" do Paulo de Carvalho, volta aquela sensação de que esta música é especial. Não só pela sua importância histórica e política, mas porque é uma das melhores músicas portuguesas de sempre. É lindíssima, arrepiante, com uma letra certeira... um achado. E é sempre um prazer ouvir alguém cantar isto bem.

A semana passada calhou ao FF essa tarefa que ele, sem surpresa, se encarregou de resolver da melhor maneira. Sendo o programa de imitações, o FF "colou-se" muito bem ao Paulo de Carvalho, provando mais uma vez que tem um enorme talento e que merece mais espaço no panorama musical português. Há dois anos foi Diana Piedade que, no Ídolos, apresentou uma versão muito própria mas também ela brilhante. Se bem se lembram, eu já tinha publicado a interpretação dela na altura.

Em homenagem a uma grande canção que não perde a validade e que parece que nunca nos cansamos de ouvir, deixo aqui três versões: A do FF, a da Diana, e a de um jovem que há oito anos ousou também cantá-la na final dum concurso de karaoke numa discoteca de Montalegre...


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À procura de uma pérola...

Eu sei que tenho andado sossegado, mas é que ando desde o passado Domingo à procura de um tesourinho daqueles mesmo antigos para partilhar aqui convosco... e eu sei que vão gostar!

Entretanto vou informando que a minha curta estadia em loulé para já se vai saldando em uma de caracóis e outra de caracoletas. Com aquela cervejinha fresquinha ao fim de uma tarde quente, claro.

Já tinha saudades.

E parem de se queixar deste calor, que a malta queixa-se quando está frio, quando está calor, quando está tudo...

Venha o Verão, mas é!!!

(O tesourinho aparece por aqui até Domingo. Está prometido!)


O Dia da Mãe...

...desta vez foi mais o Dia do Filho, Dia do Padrinho e Dia do Namorado! Foi muito bom, obrigado às minhas meninas (e à mana preguiçosa também, vá - valeu pelo esforço).

Que tarde tão bem passada.

Listen!

É provavelmente a melhor audição de sempre:


Não é apenas a forma impecável como o miúdo canta o complicado "listen" da Beyoncé. O incrível aqui é a forma como um jovem de 9 anos, depois da primeira falha, tem a força para se recompor e conseguir fazer tudo bem. E estavam todos à espera que ele voltasse a falhar... Poderoso!

Eh pá, e só não chora quem não tem coração...


Sim, é sobre os descontos do Pingo Doce.

Que não restem dúvidas. A promoção do 1 de Maio no Pingo Doce foi uma operação de marketing notável. O Dia do Trabalhador foi substituído pelo Dia do Pingo Doce, é a notícia do momento pelos bons e maus motivos, em termos de marketing foi perfeito.

Mas foi também imoral, anti-ético e perigoso. Já há dias referi a concorrência de baixo nível entre Pingo Doce, Continente e Minipreço e o Pingo Doce encarregou-se de bater no fundo. Já não é de hoje (ontem). Sempre me pareceu que o Pingo Doce é efectivamente o que baixa mais o nível quando se trata de concorrência. Basta referir, por exemplo, que abriu um Continente perto de minha casa e 4 dias depois estava a abrir um Pingo Doce a menos de 200m; que há placas para esse mesmo estabelecimento quase em cima do próprio Continente. Que em todos os cartazes do Pingo Doce se orgulham de ali não existirem "Descontos, talões ou promoções" e depois surgirem dias como o de ontem.

A ASAE ainda está a averiguar as questões legais relacionadas com tal promoção, mas é do senso comum que foi, pelo menos, perigoso porque sabemos que os estabelecimentos Pingo Doce não têm as infra-estruturas necessárias para assegurar a segurança e a organização numa situação destas.

Para além disso, é um acto irresponsável na medida em que mostra que, nas circunstâncias actuais, os portugueses estão dispostos a quase tudo. Foi um cenário de triste de ver e que se dispensava. Comprova que neste momento somos apenas marionetas nas mãos dos que realmente "mandam" neste país.

Há dias estive a rever "Blindness", o filme baseado na obra de Saramago "Ensaio sobre a cegueira", em que se tenta prever os comportamentos da sociedade num cenário de cegueira colectiva repentina. O dia de ontem, no Pingo Doce, fez-me lembrar a tese de Saramago.

E pela primeira vez desde que a palavra "austeridade" faz parte do nosso quotidiano, tive medo.