Corda aos Sapatos

Às vezes os maus momentos tornam-nos mais próximos daqueles que mais gostamos, daqueles que ficam para sempre. Esta acabou por ser uma ocasião para estar mais perto que nunca da família e isso são sempre boas notícias.

Dos vários momentos que guardo deste malogrado fim-de-semana há um que, por ser curioso, merece entrada directa aqui no blog: A minha prima mais velha, com quem falo muito menos vezes do que devia, contou-me que acha o máximo o nome que eu aleatoriamente escolhi para o blog. Porquê? Porque aparentemente (sinceramente, não me lembrava) quando eu era miúdo ela passava horas a tentar ensinar-me a apertar os sapatos e eu, por teimosia, não queria aprender... :-)

Harry Potter e o Príncipe Misterioso

Desilusão. É possível que o efeito Harry Potter já tenha passado de vez, é também aceitável que não estivessemos nos nossos melhores dias para apreciar devidamente o filme. Mas a clara impressão que fica é que em Harry Potter e o Príncipe Misterioso a saga dos jovens feiticeiros às tantas transforma-se, como dizia o meu irmão, numa espécie de “Hogwarts com Açúcar”. Aquele que para mim foi o capítulo mais negro da colecção, o que marca a reviravolta dos livros quase infantis para assuntos realmente sérios e mórbidos é abordado de uma forma demasiado leve, displicente até, com largos minutos dedicados a romances adolescentes, amores e desamores.

De resto, há demasiadas personagens que são postas de parte, umas nem sequer aparecem outras só têm uma ou duas falas e nunca mais as vemos (Molly Weasley? Tonks? Narcissa Malfoy? Os gémeos? O próprio Fenrir Greyback?). O argumento é vomitado aos trambolhões, há sequências que não fazem sentido, outras mal terminadas, outras ainda que nem sequer correspondem ao original. Até a cena principal deste capítulo, que no livro faria chorar até as pedras da calçada, nos passa à frente dos olhos sem sequer emocionar.

E depois há o problema dos actores. Se os professores são talentos confirmados e apostas seguras (Jim Broadbent é fabulosa escolha para professor Slughorn e é de longe o melhor do filme) a aposta em crianças no primeiro filme seria sempre um risco a médio prazo com o crescimento dos jovens actores. Rupert Grint escapa no papel de Ron, mas Daniel Radcliffe e Emma Watson (Harry e Hermione) estão longe de poder ser considerados bons actores...

Para quem leu o livro, Harry Potter e o Príncipe Misterioso é desilusão garantida. Para os outros, talvez não... Mas não levem grandes expectativas!

Classificação: 11

Apenas uma última homenagem...

O meu super-avô morreu aos 91 anos de idade. Com o surgimento da doença da minha avó há já vários anos e com o seu próprio problema recente na vista que o impedia de ler horas a fio como tanto apreciava, passou a dedicar-se quase exclusivamente à minha avó. De tal forma que sempre que ela desabafava "Eu só dou trabalho, já não faço aqui falta nenhuma" ele respondia sempre com a boa disposição que o caracterizava: "Oh, então quando tu morreres eu vou logo a seguir que não fico cá a fazer nada!"

No fatídico dia 24 de Julho em que um qualquer motorista de um qualquer veículo interrompeu de forma brusca o passeio diário que o meu avô cumpria, e momentos antes de perder os sentidos, o meu avô dizia apenas as seguintes palavras:

"Sou o Vasco Gaspar, e a minha mulher está sozinha em casa!"

Uma última lição, que só surpreende quem não o conhecia. Impossível medir o orgulho enorme que sinto por fazer parte da família dele.

Que descanse em paz.

Luto

Bem sei que a morte faz parte de tudo isto. Mas há certas pessoas que por serem tão especiais a TODOS os que se cruzam com elas no caminho nunca deveriam morrer. Fazem demasiada falta a este Mundo...

Música

11:30 da manhã, pausa para o cigarro. À porta da empresa, um jovem com uns bons 75 anos envergava calções bem curtos, meias pretas pelo joelho, sapatilhas, boné e óculos de sol. Tinha mochila às costas e tocava alegremente (e mal, muito mal) uma harmónica. Mais um pedinte, pensámos. Mas o seu comportamento era diferente. Dava voltas sobre si próprio, tocava para as pessoas que passavam, para os carros, tocava para si. Tocava sem pedir nada em troca, com uma alegria contagiante.

Quando o autocarro surgiu no cimo da rua e ele libertou uma das mãos para fazer sinal de paragem percebi finalmente que estava apenas a aproveitar o tempo de espera, não com um telemóvel, um PDA, um jornal ou um portátil mas com a sua harmónica.

Ainda pensei que seria um daqueles tipos que vão no autocarro a chatear tudo e todos com a sua alegria desmedida, mas nem isso - antes de entrar inventou um grande final para a sua canção de improviso com dois acordes prolongados e, posto isto, colocou o pé no degrau para subir.

Desculpem lá, senhores Timbalands, mas ISTO é que é música.No seu estado orgânico, primário, puro. Música que se sente, mais do que se ouve.

Às vezes tenho pena que a evolução tenha apanhado a música no caminho...

Única boa notícia do dia...


... após quatro longos meses de espera, finalmente CHEGOU!!!

Só mais um dia mau...

Não gosto do Inverno. Gosto do sol, do calor, da praia, da Primavera, até das folhas a cair no Outono, mas o Inverno altera-me o sistema nervoso. Não gosto de chuva porque transforma para pior os cheiros de tudo e torna os pisos escorregadios, detesto vento porque faz barulho e chateia, o nevoeiro não tem justificação nem lógica de existir e se desaparecesse a neve para sempre eu cá por mim ficava bem feliz (cresçam, pá, a neve só tem piada para os miúdos e toda a euforia à volta dela é apenas parvoíce).

Mas se há coisa que irrita mesmo é um dia de Inverno em pleno Verão. Porque para além do dia em si fica a sensação de que estamos a ser enganados, de que alguém anda a gozar connosco. E então depois de um Inverno terrível, enorme como o que tivemos, não me parece mesmo nada justo que o tempo esteja como está. Ninguém merece!


(E eu imagino a malta que está de férias! Se eu já estou com uma neura bestial assim... ninguém me aturava!)

Weeds

Ponto prévio: A série tem uma das músicas de genérico mais irritantes de todos os tempos. Durante as quatro primeiras temporadas deram voltas e voltas à música, tendo surgido com versões de todos os tipos, mas nem assim conseguiram arranjar uma versão agradável. Aquele "Little boxes on the hillside..." tira-me do sério!
Conseguindo ultrapassar o genérico, a série em si é divertida e a espaços muito bem conseguida. Weeds conta-nos a história de uma jovem mãe solteira que encontra no tráfico de drogas leves uma boa forma de ganhar dinheiro mas que se vê mais do que uma vez confrontada com a sua própria consciência e com os valores morais que o negócio põe em causa. Um tema complexo abordado de uma forma leve e uma actriz principal impressionante: Mary-Louise Parker levou para casa o Globo de Ouro logo no ano de estreia e foi para mim uma bela surpresa.

Não sendo uma série de topo, Weeds é no entanto muito popular pelos temas actuais que aborda e merece uma espreitadela. E a quinta temporada está a chegar cá, finalmente!

Ritmo de treino

Hoje decidi ir conhecer os preços e as condições de uma famosa cadeia internacional de health clubs aqui no porto. Está na altura de recuperar a forma física... A conversa com o tipo do ginásio (TG, para abreviar) que me atendeu foi mais ou menos nestes moldes:

TG (pronúncia transmontana): Boa tarde senhor João, permita-me que lhe pergunte - o treino que eventualmente pretende é para tonificar ou para ganhar peso?
(Ganhar peso??? Já percebi como é que eles têm tantos clientes - Graxa!)

Eu: Boa tarde. Eu bem sei que o que lhe vou perguntar não deve ser possível, mas queria saber se posso pagar apenas as sessões que frequentar, dado que o meu emprego não me permite uma frequência regular.

TG: Pois, compreendo, senhor João... isso assim é complicado, não vai ser possível...

Eu: Só mais uma pergunta - O senhor é de lá de cima, não? Talvez de Chaves...

TG (corando): Sim, quer dizer, sou da zona de Bragança!

Eu: Ah, é que eu sou de Montalegre.

TG: Ai sim? Tenho muitos amigos em Chaves!

Eu: Pois, pois...

TG: Mas olha lá, ó João, eu acho que se te esforçasses até conseguias manter aqui um ritmo de treino, até se vêem umas gajas boas e tudo...

OK, confesso...

Estou um bocadinho viciado no Mafia Wars do facebook. Não tem nada de especial, mas é um jogo simples, interessante (principalmente na parte da interacção com os amigos) e ideal para as horas mortas.

Basicamente, é óptimo para quem não tem que fazer...

Terminar a carreira ou não - Os resultados!

O povo foi às urnas em massa! Em Corda aos Sapatos a abstenção não é maioria e saúde-se, em primeiro lugar, esse facto - 62 votos em 15 dias demonstram o interesse manifestado pelo público em geral na dúvida que me atormentava quanto ao meu "futuro desportivo".

A primeira conclusão que tiro desta votação é que ninguém me quer ver a terminar a carreira - a clara resposta "Obviamente" teve direito a apenas 5% dos votos totais. Também 5% teve a resposta “Ainda não atingiste o pico da tua carreira” o que, aos 30 anos, não me surpreende.

9% dos votantes (entendedores profundos do futebol, acrescento eu) acredita que os pavilhões e ringues espalhados por esse mundo fora têm sentido desde o fatídico dia 28 de Fevereiro a falta da magia do meu futebol e 14% aconselham-me a continuar, desde que recupere uma certa forma física e perca os quilos que ganhei durante este período de paragem.

No segundo lugar da votação (32%) ficou a resposta que eu ofereci de bandeja àqueles queridos amigos irónicos e extremamente simpáticos que fizeram de tudo para vencer a sondagem. Estiveram lá perto... A resposta “Alguma vez começaste?” ficou a apenas 3 pontos percentuais da vencedora!

E a maioria decidiu...não decidir. 35% dos votantes acham que em última análise a decisão será sempre minha e que eu já tinha a resposta antes de perguntar - só estou à espera de recuperar totalmente para voltar a jogar. E talvez eu não o tivesse presente na altura, mas é possível que seja verdade. A vontade é muita, e aos poucos vou acabar por voltar. Mas as marcas ficam, por isso vai ter que ser mesmo com muito cuidado...

A questão que fica:

...será que este senhor passou no teste do álcool?


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O Peso Certo

Gosto do gordinho, pá...!

Há seis anos a entrar-nos pela casa adentro ao final da tarde n'O Preço Certo, Fernando Mendes é, para mim, um dos maiores humoristas de Portugal. Não, não é do tipo de escrever humor para ele nem de fazer humor para os outros - A maior virtude de Fernando Mendes é ser natural, uma pessoa com um sentido de humor único, espontâneo, a espaços non-sense, muitas vezes hilariante e quase sempre adequado à situação.

O facto de ele ter sempre, sempre um trocadilho, uma música ou uma piada para cada intervenção de cada concorrente devia ser um "case study", porque mantém um programa muito pouco interessante num ritmo incrível... Claro que ao fim de uns dias chateia, não há volta a dar (a mim nem por isso porque apanho O Preço Certo muito raramente). Mas só a nós, porque o homem realmente parece incansável! Eu cá admiro-o... e faz-me rir!

Nota a reter deste fim-de-semana:

Os chouribebes abriram oficialmente a época balnear.

Tenham medo, tenham muito medo!!!


(Não sabem quem são os Chouribebes? São estes.)

Gran Torino / He's Just Not That Into You

É sempre um prazer ver um novo filme de Clint Eastwood. Para mim, neste momento, é o melhor realizador da actualidade e tem um dom: O de recriar argumentos comuns, de filmes conhecidos, que nos dão sempre a ideia de "onde é que eu já vi isto?", mas da forma como eles deveriam ser. Ou seja, cada vez que Clint Eastwood pega numa história, conta-a como ela sempre deveria ter sido contada. Foi assim com Mystic River (que faz lembrar muito Sleepers), com Million Dollar Baby (quantos há...?) e também neste caso.

Gran Torino traz-nos um velho conhecido, aquele estereótipo do conservador, intratável e xenófobo, ex -combatente pelo exército dos Estados Unidos que se começa aos poucos a relacionar com os novos vizinhos asiáticos que ao início tanto odeia. Cá está, uma história simples mas que com o dedo mágico de Eastwood e carregada da emoção que já é imagem de marca dos seus filmes se torna facilmente numa das mais comoventes do ano.
Uma pequena nota para o senhor Eastwood: Argumentista sim, realizador sem dúvida e actor até se aceita. Mas cantar já é capaz de ser esticar um pouco a corda, não?
Classificação: 17

Andava com vontade de ver aquela comédia romântica com o nome gigante (em portugal acho que o nome é Ele Não Está Assim Tão Interessado Em Ti) que estreou há uns meses em Portugal muito por causa de uma das minhas actrizes-fetiche, Ginnifer Goodwin. Ontem, finalmente, consegui. A expectativa não era muito elevada e por isso não me desiludiu. É um pouco longo demais mas é interessante na medida em que explora bem as personagens, não cai na piada fácil e revela alguns "segredos" da arte da conquista. Repleto de caras conhecidas, é um filme de Domingo à tarde uns furos acima do que estamos habituados. Gostei.

Classificação: 13

De que é a sopa hoje?

De feijão verde. Ou de couve. Ou de espinafres.

Não consigo perceber qual é a lógica dos nomes que se atribui às sopas. Tirando a canja e, vá lá, o caldo verde... as sopas são de legumes, invariavelmente! Ontem fiz uma sopa de feijão verde. Não sei porque é que é uma sopa de feijão verde se eu usei cebola, tomate, cenoura, courgette, alho francês e... feijão verde, mas acho que a ideia é dar à sopa o nome do legume que fica a boiar. Deve ser isso. Como pus o feijão verde no fim e passei o resto, a sopa é de feijão verde porque é o único legume que se vê. No fundo, o que eu fiz foi uma sopa de legumes! Não é?

Fazer uma sopa tem uma sabedoria extraordinária. Compram-se vários legumes, corta-se tudo, passa-se e põe-se ao lume. Já tá, uma sopa... Para a semana vou utilizar os mesmos legumes que utilizei desta vez, nas mesmas quantidades, mas passo o feijão verde com os outros legumes e ponho o alho francês só no fim. Assim, faço uma novidade: Uma sopa de alho francês. Eu acho isto um bocado parvo.

A partir de agora, nos restaurantes,vou fazer um teste: só como sopa se for de legumes. Se eles vierem com a história que é de nabos, de cenoura, de feijão, respondo: Ah, não – só queria se fosse de legumes. A ver o que eles dizem...

O meu aniversário...

...foi muito bom. Melhor ainda do que o que eu tinha projectado. Mérito total à organização, pois se eu tive a ideia-base do projecto, este não teria sido possível sem as três senhoras da organização, sem o financiador do jantar de Domingo e sem o departamento das carnes e afins, entre outros.

Como referiu o meu irmão, este fim-de-semana foi um dia apenas, um dia que começou sexta ao final da tarde e terminou Domingo à noite "non-stop" - e foi cansativo, mas perfeito...

Muito obrigado a todos os que tornaram tudo isto possível - a churrascada, os desportos, o concerto (o concerto foi excelente, ou é impressão minha???), tudo!!!

E no final das contas, três sensações indescritíveis:

-> Confirmar que todos gostaram muito, acho que o posso dizer sem reservas pelo feed-back que tenho obtido dos intervenientes;
-> Descobrir que juntar o melhor de três mundos de amigos (que no fundo é um só, o meu) é possível e funciona melhor do que poderia imaginar;
-> Saber que apesar de ter conseguido juntar 40 grandes amigos, houve pelo menos outros tantos que ficaram de fora, por uma ou outra razão. Já para não falar dos primos... Em matéria de amizades, sou um felizardo!

(Tinha previsto acabar com as festas de aniversário aos 30 anos, mas logo me sugeriram que para o ano temos que armar um valente...trinta e um!!! Lá vai ter que ser...)

A primeira celebração

Como só se faz 30 uma vez, comecei já ontem a celebrar. Sim, 3 dias antes - quem diz que não posso???

Depois das limpezas eu, a Aline e o Paulo fomos jantar em mais uma noitada do 12º habitação 2, já que agora só volto a estar com eles no dia 6. Porque a ocasião o justificava, o local escolhido foi este (claro...) e constatei que estava enganado quando disse isto (adoro o poder das hiperligações!!!). É que, em 8 pimentos Padrón que me puseram no prato, 3 estavam mortíferos de tão picantes... Afinal não é um mito!

De seguida, insistindo no tema do restaurante, fomos ao...Chocolate, bar de Leça, onde fui presenteado com...
...sim, profiteroles deliciosos regados com mojitos!!! Espectacular...

Muito obrigado!
(A começar assim, o super-fim-de-semana promete!!!)

How I Met Your Mother

O mérito neste caso tem que ir para o Pastilhas, que insistiu tantas, mas tantas vezes para que eu acompanhasse a série que acabou por me levar a espreitar. Não me arrependi – de facto, How I met your mother (em português Foi assim que aconteceu) não é apenas mais uma daquelas comédias repletas de lugares-comuns e clichés básicos. E confesso que era essa a ideia com que tinha ficado quando a apanhava por acaso ao fazer zapping pela Fox Life.
Foi assim que aconteceu tem um enredo original, divertido e que só faz sentido quando acompanhada desde o início. É realmente engraçada e cativante, girando em torno de cinco personagens centrais que aos poucos se vão tornando no “nosso” grupo de amigos. Ted, Robin, Barney, Marshall e Lily dão dinâmica a uma série que pode não ser a mais cativante ao primeiro ou segundo episódio, mas que se torna numa obrigatoriedade semanal rapidamente. E foi, a par de L Word, grande companhia naquele mês de perna ao alto!

A quarta série terminou recentemente e a quinta vem a caminho...

Um rasgo de génio

Formação em Penedono? Sim, claro... onde fica? Ah, pra trás do sol posto. Tudo bem, até acho piada. Olha, tem um castelo e tudo! Amanhã tenho que ir lá explorar! Dia seguinte, hora do almoço, vamos lá ver o tal castelo... ena, que bela vista! E se eu subisse aqui esta pedra grande? Dava para ver melhor... ainda não estou lá muito bem do pé... mas já que aqui estou, tenho que subir! Ora vamos lá... RAAAAASG!Lindo serviço! Eu e as minhas ideias... A formação à tarde foi sempre com as perninhas fechadas, pois claro...