The Wrestler

Mickey Rourke era um dos mais promissores jovens actores nos anos 80, depois da sua participação em filmes como O Ano do Dragão ou Nove Semanas e Meia. No entanto a sua carreira (tal como a sua vida pessoal) sofreu um período obscuro de vários anos que o levaram a um quase total esquecimento do grande público. O actor chegou mesmo a rejeitar papéis que poderiam ter dado um rumo bem diferente à sua carreira, como os de John Travolta e Bruce Willis em Pulp Fiction, o de Kevin Costner em Os Intocáveis ou outros em Platoon e Silêncio dos Inocentes.

O realizador Darren Aronofski decidiu resgatá-lo para este The Wrestler, que retrata a vida de um veterano lutador de wrestling com várias feridas físicas e psicológicas e um coração que nunca soube amar e que começa a fraquejar depois dos maus-tratos de uma vida mal vivida.

Talvez devido às semelhanças entre a personagem e a sua própria vida, Rourke cria aqui um Randy "The Ram" Robinson impressionante, complexo, mítico. O trabalho do actor é excelente e este é um filme que nos toca bem lá no fundo quando acompanhamos (literalmente, pois muitas vezes a própria câmara anda atrás dos longos cabelos loiros de Randy) as tentativas deste ser humano de corrigir os erros do passado e tentar encontrar um futuro fora de um ringue que foi desde sempre o seu mundo.

The Wrestler é imperdível e marca-nos profundamente. Venceu o prémio de melhor filme no Festival de Veneza e é, efectivamente, um dos melhores do ano. Apesar do trabalho memorável de Sean Penn em Milk, se houvesse justiça o Oscar de melhor Actor deveria ter sido entregue a Mickey Rourke. Ele merecia, mas não só ele. The Wrestler merecia um pouco mais...

Classificação: 18

Temporal

Está a nevar e está um temporal medonho lá fora.

O que é que eu tenho a ver com o assunto? Nada...

E o Carnaval?

Pois é. Já me esquecia! Cá fica uma das imagens da noite na festa da empresa. E que noite! Pena não ter podido ficar até ao fim...

(e não, a freira sexy não era eu!!!)

Doubt / The Reader

Primeira grande notícia: Doubt não foi traduzido para “Dúvidas perigosas” nem The Reader para “Leituras indecentes”, por exemplo. Bravo, mestres portugueses das traduções!!!

Doubt é um hino à representação, acima de tudo o resto. Teve 4 nomeações para óscares de actores, todas amplamente merecidas. Meryl Streep e Seymour Hoffmann são muito grandes e têm uma química especial em cada plano que os junta. Viola Davis, praticamente estreante, é de cortar a respiração nos poucos minutos de filme que lhe cabem. Amy Adams completa um leque extraordinário de actores que interpreta uma história sempre actual, sobre perguntas que nunca são respondidas e dúvidas que ficam. Sempre. Um filme muito, muito interessante.

Classificação: 17


The Reader é valente. É uma história em crescendo, que começa praticamente a partir do nada, para nos surpreender aos poucos até um dos maiores finais do ano. Estou rendido à interpretação de Kate Winslet (basicamente, ela convence-me sempre e cada vez mais – que oscar tão merecido!) e à realização de Stephen Daldry, um mestre nos quadros que pinta, na temporização das cenas, nos grandes e pequenos planos, na dimensão humana das personagens. Depois de já nos ter presenteado com The Hours e Billy Elliot, Daldry confirma que é um dos novos grandes talentos de realização de Hollywood. The Reader não deixa dúvidas. É um dos maiores filmes do ano e é daqueles que ficam por muito, muito tempo...

Classificação: 19

Pauzinhos chineses

Quem acha que a verdadeira utilidade dos pauzinhos chineses é levar comida à boca, nunca experimentou a comichão provocada por aquele algodão que separa o gesso da perna...

Ah, benditos pauzinhos...!

Mas dizem que uma agulha de tricot é melhor ainda. Hoje mesmo vou experimentar. É impressionante o nível de interesse dos meus dias...

A Actriz

Como é que no festival de karaoke que é o Mamma Mia a fabulosa Meryl Streep nos consegue dar um momento assim???


Para mim, um dos momentos mais arrepiantes do ano num filme. Tudo por causa dela. Só não chora quem não tem coração...

E quanto aos Invictos...

...tudo na mesma. Todos venceram, sendo a vitória do Montalegre no terreno do Pedras Salgadas extremamente valiosa. Se havia jogo que eu achava que podíamos perder, era este. Agora acredito mesmo que podemos chegar ao fim sem derrotas...

Diário de um inútil

O meu mundo está reduzido a um sofá. Fabuloso. Já tive uma perna engessada há muitos anos por causa de uma entorse (nunca tinha partido nada), mas não me lembrava do quão inútil nos sentimos e da falta que um membro faz.

O banho é indescritível, as posições de dormir estão reduzidas a duas ou três no máximo, algo simples como apanhar o comando da TV do chão revela-se uma tarefa hercúlea... realmente, quem diz que isto são férias forçadas está a adulterar bastante o termo férias.

A noite passada, às cinco da manhã, perdi a noção de tudo por causa do sono e tentei virar-me com toda a força na cama em busca de uma nova posição. Não sei como é que ainda estou vivo.

E este é apenas o terceiro dia. De amanhã a um mês tiro o gesso da perna! É ridículo começar já com a contagem decrescente, não é?

Verdades e mentiras

Cá estão as soluções...

1 - Já fui empurrado por um filho do Tim Burton.
VERDADE. Em Covent Garden, Londres, um miúdo empurrou-me para ver melhor o espectáculo de rua e foi imediatamente puxado pela mãe, a fabulosa Helena Bonham Carter. Fiquei perplexo...

2 - Conheço oito países europeus - Portugal, Espanha, França, Itália, Holanda, Bélgica, Inglaterra e Irlanda.
MENTIRA. Sim, Mariana, a Bélgica está a mais! Apesar de ter ido ao Euro Holanda/Bélgica, os três jogos que vi foram todos em território holandês...

3 - Já simulei uma entorse para evitar participar na pancadaria de um jogo de futsal em que participava.
VERDADE. Claro que sim, Francisco. Mas acho que se justifica quando na escola do Restelo todos os jogadores (excepto eu) das duas equipas eram malta do Rugby ...

4 - Já dormi com mais cinco pessoas na mesma cama.
VERDADE. Obviamente. Como diz o Gustavo, vida de estudante é assim mesmo... E sim, foi mesmo só dormir!

5 - Para cumprir uma promessa, andei uma hora de joelhos em Fátima.
MENTIRA. Mas é assim tão óbvio??? Não consigo enganar ninguém com esta...

6 - Já participei numa perseguição de um delinquente.
VERDADE. Em Macedo de Cavaleiros, com um colega, às 3 da manhã, assistimos a um tipo completamente bêbado a pegar no carro e a espalhar-se quase de seguida num outro carro que estava estacionado. Cheios de espírito humanitário, pegámos no nosso Smart e perseguimos o tipo (que tinha abandonado o local) até o encontrarmos. Tinha deixado o carro aberto, estacionado num canto escuro e tinha fugido a pé. Como os documentos dele estavam lá todos, chamámos a polícia e fizemos a queixa... Heróis, claramente!

7 - Arrombei uma casa para levar um telemóvel que estava à vista em cima de um sofá.
VERDADE. Quando fui a Porto Santo passar férias com o JC. Ele morava perto do aeródromo e no último dia saiu antes de mim para as aulas. Eu peguei na mala, fui para o avião (que já estava a trabalhar e tudo) mas... deixei o telemóvel em cima do sofá dele! Voltei a correr e vi pela janela o telemóvel sem ter chave para entrar... Não tive hipótese. Parti o vidro, abri a janela e saí pela porta. Acho que ainda lhe devo esse vidro...

8 - Já bebi um shot de álcool etílico.
MENTIRA. Pelo menos que eu saiba...

9 - Uma vez fui do centro de Braga à Universidade a pé, completamente descalço.
VERDADE. Com a mesma justificação da 4. Vida de estudante, copos, noitada, muito calor às 6 da manhã e deu-nos para aquilo...

OK, pelos comentários que recebi ninguém acertou na chave correcta. Mas gostei mesmo da vossa maneira de pensar...

UMA PERNA PARTIDA???

NÃO ACREDITO.......................!!! Não tenho sorte nenhuma...