Pedro Passos Coelho

Estou longe, muito longe de ser uma pessoa política e de perceber a fundo o que se passa em Portugal nessa matéria. Gosto, no entanto, de observar os políticos portugueses e de facto vai havendo um ou outro que considero interessantes não só de um ponto de vista político mas também a nível de imagem, carácter e postura.
De Pedro Passos Coelho já sabia que tinha uma boa imagem e que é um orador por excelência. Sabia também que tinha sido um dos candidatos a líder do PSD nas últimas eleições no partido. Pouco mais.

Ontem na TSF a entrevista das divertidas mas sempre certeiras Ana Bola e Maria Rueff era justamente com Passos Coelho. O economista falou de si, da sua infância em Angola e da juventude em Vila Real, falou das pessoas do norte do país, falou do liceu, de namoradas, amigos e companheiros nos primeiros passos na política. Conversa leve, pois claro. A entrevista tinha que seguir um rumo político e Passos Coelho, sempre num tom seguro, sereno, envolvente confessou a sua admiração e amizade pela actual líder do partido, falou do caso Freeport sem cair na acusação e na crítica fácil, preferindo deixar o caso para a justiça preocupando-se mais com a imagem que passa do nosso país para o exterior; criticou as decisões que se tomam em governos de gestão mas lembrando que o governo PSD fez o mesmo em situações semelhantes, como no caso do casino de Lisboa. Entre outros assuntos, mostrou-se ainda a favor do casamento homossexual ("ou outra coisa que lhe queiram chamar se isso fizer o processo avançar") e mais renitente com a adopção, pois essa deve ser analisada "caso a caso, independentemente das orientações sexuais da família que pretende adoptar".

Falou bem, em uma hora de conversa aparentemente sincera e despreocupada e deixou a ideia de ser, efectivamente, um dos bons políticos da nova geração portuguesa. E a mim parece-me que, se (ou quando) for dada a hipótese a alguém do maior partido da oposição de mostrar o que vale, provavelmente será ele o mais indicado para o efeito...

3 comentários:

Anónimo disse...

Não comungo das tuas ideias sobre o fulano. Acho que evoluiu muito, desde o tempo da sua experiência matrimonial desesperante com uma das "Doce" e da sua prova falhada de marijuana , mas penso, também, que continua muito pedante e inconsequente. Não sei se ele será MESMO uma alternativa na chefia do PSD. A ver vamos...

Luxa disse...

Não o vejo assim tão pedante...
Não encontro nada nele que o possa justificar mas...
Esperemos pelo andar da carruagem e logo se verá pois gato escaldado de água.......

Miguel Lomelino disse...

Pedante qb. Nunca gostei dele na JSD e agora ainda muito menos apesar de pensar que está a pagar a conta do Socas.